Home Extracampo Ex-Vasco e Flamengo revela ter passado por depressão e admite: “pensava que era besteira”

Ex-Vasco e Flamengo revela ter passado por depressão e admite: “pensava que era besteira”

Ex-jogador abriu o jogo sobre problema de saúde que sofreu quando estava fora do Brasil

Matheus Camargo
Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), colaborador do Torcedores.com desde 2016. Radialista na Paiquerê 91,7.

A depressão tem sido um assunto recorrente e tocado por diversos jogadores e ex-jogadores de futebol. O mais recente deles foi o ex-lateral Ramon, que passou por clubes como Vasco e Flamengo, e que em entrevista ao Charla Podcast disse que passou pela depressão quando estava na Turquia, onde defendeu Besiktas e Antalyaspor.

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Ramon admitiu que não levava o assunto a sério até se deparar com a doença e ter que lidar com o tratamento.

“O índice de atletas com depressão, depois que tive fui conferir, em atletas passa dos 50% fácil. O meio trata como besteira, eu era um que falava: ‘ah, depressão é coisa de quem não tem o que fazer, jogador ganha bem, coisa de quem não tem o que fazer, de quem tem cabeça vazia.’ Isso até você passar pelo processo…”, admitiu o ex-lateral durante o relato.

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“Só que hoje a gente têm vocês (jornalistas) para falar, para contar o que o atleta passa, que é ser humano, que atleta fica fodido vários dias, que família sofre, a esposa.”

Ramon admitiu que pensou em bater o carro de propósito

O ex-atleta, que também defendeu Corinthians e Internacional na carreira, disse que pensou em bater o carro de forma proposital para poder retornar ao Brasil.

“A gente é um produto, concordo. Se deu errado, vem outro e tchau. Mas tem o lado humano. Depressão é uma coisa séria. Ninguém no futebol perdeu a vida por isso, mas pode acontecer daqui a pouco. Eu não tive pensamento suicida, mas eu pensei em bater o carro (na Turquia) para me machucar de propósito e voltar ao Brasil. A gente não sabe se vai ser uma batidinha ou um batidão. E se perde a vida? Eu tinha 27, 28 anos. Tem que ser levado a sério isso.”

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