Após decepcionar na temporada, o Atlético-MG busca uma volta por cima em 2023. Apesar do otimismo envolvendo o trabalho de Eduardo Coudet, a expectativa é que o Galo não faça grandes investimentos no elenco. De acordo com Rubens Menin, integrante do grupo de mecenas do clube, o fluxo de caixa não se encontra em alta, motivo pelo qual existe uma cautela máxima nas finanças.
Sem dinheiro, o Atlético-MG não quitou o compromisso honrado com o River Plate por Nacho Fernández. Mediante a intervenção da Fifa, um transfer ban foi aplicado, cenário que a diretoria busca evitar que se torne frequente. Diante disso, Menin deixou claro que a situação do Galo é diferente de Palmeiras, Atlético-MG e Athletico.
“Nós atrasamos muitos pagamentos negociados com os times, o que faz parte. Nós estávamos quietinhos e de repente, apareceu a Fifa. O orçamento do Atlético é bem limitado. Então a gente tinha que tirar dinheiro daqui, passar para lá, passar um pouquinho para poder quitar. Estamos em dia com todas as obrigações. Palmeiras, Athletico e Flamengo, têm dinheiro em caixa. O Atlético não tem. Nós estamos acertando o passado para, no futuro, termos. O Atlético vive no limite. Qualquer coisa que muda para lá ou para cá, dá uma dor de barriga”, contou o mecenas em entrevista ao canal de Breno Galante.
Galo acerta venda de Nacho Fernández por US$ 3 milhões (R$ 16 milhões).
— Central do Galo (@CentralDoCAM) December 16, 2022
Do total, será abatido a dívida de US$ 1 milhão que o clube possui com o River Plate e, com isso, alvinegro ficará com US$ 2 milhões (R$ 10,6 milhões).
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📸 Pedro Souza/Atlético-MG pic.twitter.com/nMk6GBPDQt
Para solucionar os problemas financeiros, o Atlético-MG, em 2023, pode adotar o modelo SAF. Porém, a participação de Menin e os demais integrantes do grupo chamado de 4’R (Rafael Menin, Ricardo Guimarães e Renato Salvador) no formato de clube-empresa ainda é incerta.
“De vez e quando ainda dá uma dorzinha de barriga e precisa colocar, infelizmente. Não era para acontecer mais, mas às vezes é necessário. Se vamos entrar na SAF ou não, vai ser uma decisão do investidor. Se ele achar importante, estaremos com ele. A gente sempre quer ajudar. Não queremos dinheiro. Além desse dinheiro que a gente colocou, doamos o terreno (da Arena MRV). Nós não estamos querendo ganhar dinheiro no Atlético. Quem pensa isso tá errado. Pelo contrário. Nós estamos querendo que o Atlético lá na frente esteja cada dia maior”, contou.

