Home Futebol Diretor do Mineirão abre o jogo sobre relação com o Cruzeiro e relembra dívida

Diretor do Mineirão abre o jogo sobre relação com o Cruzeiro e relembra dívida

Administrador do estádio falou sobre futuro de relação com Raposa, que tem buscado acertos mais favoráveis para usar o estádio

Por Victor Martins em 20/01/2023 18:52 - Atualizado há 3 anos

Bruno Haddad/Cruzeiro

O Mineirão tem sido a cada preferencial do Cruzeiro desde que Ronaldo assumiu a gestão do clube, no começo de 2022. Mas a relação entre os dois lados nunca foi 100% amigável, com algumas pequenas discussões sobre termos de contrato para o uso do estádio.

Samuel Lloyd, diretor da Minas Arena, empresa que administra o estádio, falou sobre a relação que esta tem com a Raposa, a qual qualificou como ‘conturbada’ por conta das diversas discussões contratuais e as exigências cruzeirenses para poder ter para si melhores condições para explorar comercialmente o estádio e usá-lo em partidas.

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“A gente viu um Cruzeiro muito conturbado em 2022, no qual ele dizia ‘olha, vou jogar no Independência’. Depois, foi jogar no Mineirão e disse que é caro. Em seguida, vai para o governo (de Minas Gerais) e diz que vai gerar o estádio. Foi muito conturbado ver as falas do governador sobre isso”, disse Lloyd segundo o Superesportes.

O desejo da SAF cruzeirense é buscar uma gestão compartilhada do Mineirão com a Minas Arena para o futuro. Embora o diretor da empresa veja alguma possibilidade disso acontecer, o principal entrave que a Raposa tem para isso, além dos problemas de relacionamento entre as partes, é a dívida mantida pelo clube, de algo em torno de R$ 29,6 milhões, que ainda não definição sobre se será paga ou não.

“Nessa recuperação judicial do Cruzeiro, essa questão que está na Justiça, tem uma pendência financeira de ordem de R$ 30 milhões. Essa pendência é da SAF ou da associação? Não sei. Acho que isso tudo é novo que ninguém consegue definir ainda o que é SAF e o que é associação. Esse passivo fica com quem? Se qualquer pessoa faz uma dívida de R$ 30 milhões e muda depois do CNPJ, a dívida está resolvida? A gente tem um problema conjuntural no Brasil porque, para nós, estamos falando institucionalmente da mesma marca”, comentou o dirigente,

“Uma gestão compartilhada pode ser resolvida, mas precisa ir passo a passo. Acho muito difícil com essa dívida. Uma relação de gestão compartilhada tem que ser construída. É impossível? De jeito nenhum, mas no cenário de hoje, é muito difícil que aconteça da forma que as pessoas esperam”, completou Lloyd sobre as chances de um acordo com a Raposa pelo Mineirão.

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