O técnico Abel Ferreira, do Palmeiras, manteve a mesma escalação dos dois últimos jogos para bater a Ferroviária ontem (26), por 2 a 1, pelo Paulistão, no Allianz Parque. Para o português, é primordial manter um elenco base no decorrer da competição.
O comandante utilizou a expressão “zona de conforto” para se referir a sua escalção. Para Abel, um elenco fixo pode ser sinônimo de um maior entrosamento e repertório por parte dos jogadores.
“Estou na minha zona de conforto (mantendo o time base). Eu, por exemplo, tenho a mesma mulher há 25 anos, e com a equipe é assim. Isso é o que vemos no jogo de hoje. Podemos manter os jogadores e temos variações. Os adversários não sabem como o Palmeiras vai jogar. Tem repertório”, explicou.
O português ainda falou sobre a força física dos atletas palestrinos. Para Abel, Raphael Veiga é um jogador completo e as forças individuais estão associadas a um trabalho coletivo em campo.
“O Raphael Veiga é o melhor 10 que já treinei. Ele é completo. Marca gols, da passes, marca. Isso acontece pois tem o suporte do Zé, do Menino, do Dudu que volta para marcar. Todos na nossa equipe defendem e atacam. Somos uma equipe de operários. Temos bons jogadores, mas jogamos coletivos. É assim que vejo a sociedade e fico orgulhoso de ver isso refletir na minha equipe. Eu resisto às tentações de fora pois sou um treinador de projeto e coração”, comentou.
Por fim, o técnico ainda ressaltou a importância de Gabriel Menino no elenco Alviverde. O atleta marcou o primeiro gol do Palmeiras contra a Ferroviária.
“Nós temos uma linha de quatro, com o Zé na frente e Veiga e Gabriel Menino soltos. Isso é cultura tática. Isso é o mais difícil de ensinar aos atletas, requer intensidade e concentração. O Gabriel Menino está muito bem no aspecto ofensivo, tem chegado na área”, finalizou.

