Rodolfo Landim, o presidente do Flamengo, declarou que existe a possibilidade do clube se tornar clube-empresa, modelo que está ganhando espaço no futebol brasileiro nos últimos anos. Em encontro dos conselheiros do Rubro-Negro com Carlos Portinho (PL/RJ), o relator da lei da SAF no Senado, o mandatário do Fla colocou a pauta em discussão.
Em reunião na Gávea, nesta segunda-feira (13), Landim citou o aumento de competitividade como argumento: “É mais gente para competir com o modelo de gestão de sucesso do Flamengo. É uma nova ameaça, mas existem oportunidades”, ressaltou o presidente do Flamengo.
O modelo SAF já está presente em grandes clubes brasileiros, como são os casos de Cruzeiro, Vasco da Gama, Botafogo e Bahia. Em seguida, Landim detalhou as intenções e falou da construção do novo estádio:
“Mantendo o controle com os sócios do Flamengo, podemos vender, por exemplo, uma porcentagem do clube no mercado e assim captar recursos para construção do estádio de graça”, comentou o mandatário.
O tema não é unanimidade nos bastidores do Flamengo. Rodrigo Dunshee, vice-presidente jurídico e geral do clube, analisou a possibilidade em outubro do ano passado: “Isso é totalmente viável. Ser sócio de um clube como o Flamengo seria um grande negócio. Ajustes na governança seriam necessários, mas seria possível. Não que esteja confirmando nosso interesse nesse modelo, apenas falando em tese. Nesses assuntos quem fala é o Landim”, disse ele.
Apesar das palavras iniciais no discurso, Dunshee se mostrou desfavorável ao modelo: “Quero deixar registrado que sou contra a SAF para o Flamengo. Fiz um comentário teórico de que seria um grande negócio alguém ser sócio minoritário do Flamengo, mas isso não significa que eu seja a favor, porque sou contra. Não precisamos e a SAF faz o clube perder sua identidade”, declarou.
Portanto, há um longo caminho de análises sobre o assunto. No momento, o Rubro-Negro discute de forma teórica.

