Home Extracampo Entenda como a dívida do Botafogo “disparou” e a postura da SAF

Entenda como a dívida do Botafogo “disparou” e a postura da SAF

Prejudicado por alta dos juros, John Textor descumpriu Regime Centralizado de Execuções e deixou de pagar credores

Erick Montezano
Colaborador do Torcedores

O Botafogo corre contra o tempo para chegar a um novo acordo com os credores. Caso contrário, o passado da associação civil voltará a ser problema financeiro para o presente, com penhoras e execuções desordenadas sobre a SAF, em volume próximo a R$ 1 bilhão. Como a situação chegou a esse ponto?

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Recapitulando: antes mesmo de a venda do clube-empresa ser feita para John Textor, o Botafogo renegociou dívidas com antigos credores.

Com o governo, por meio de transação tributária, e com antigos funcionários e empresas com o Regime Centralizado de Execuções.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Esse mecanismo foi instituído pela Lei da SAF e prevê uma espécie de “fila” de credores cíveis e trabalhistas, que receberiam seus valores em um período de até dez anos.

Enquanto as dívidas permanecem na associação, a SAF envia 20% de suas receitas para que as pessoas e empresas possam receber.

Atualmente, há um consenso de que a taxa de juros se tornou um enorme problema. Isso porque, na época em que a Lei da SAF estava sendo formulada, no início de 2021, a Selic estava próxima de 2% ao ano.

PUBLICIDADE

Esta é a taxa básica de juros, controlada pelo Banco Central e que serve de base para todo o setor financeiro. Hoje, a Selic está em 13,75% ao ano. O efeito prático disso é encarecer dívidas de todo mundo, incluindo a do Botafogo.

PUBLICIDADE

Em março de 2022, a dívida do Botafogo estava estimada em R$ 966 milhões. Meses depois, em setembro, ela havia diminuído apenas R$ 3 milhões em volume, chegando a R$ 963 milhões.

Porém, durante esse período, um montante de até R$ 63 milhões em dívida foi pago pelo clube carioca. Nesta grana, estão incluídos não apenas as dívidas cíveis e trabalhistas, mas as tributárias e com entidades do futebol, como CBF e Ferj.

Mas por que esses R$ 63 milhões não reduziram a dívida em igual volume? A resposta é simples: porque os juros fazem com que o montante nunca baixe.

Nesse cenário, John Textor tomou a decisão de cessar os pagamentos do Regime Centralizado de Execuções. Ele foi alertado por seus aliados sobre os riscos que a estratégia traria e prosseguiu.

PUBLICIDADE

Agora, o empresário americano tentará buscar um novo acordo com os credores.  A SAF precisa acalmar credores e apresentar a eles uma solução factível para o problema.

Em uma participação no programa “Seleção SporTV” o jornalista Rodrigo Capelo deu detalhes da dificuldade que a SAF está tendo para pagar as dívidas.

PUBLICIDADE

Better Collective