Marcada pela polêmica com Rogério Ceni, em 2006, Milly Lacombe entrou na “geladeira” e, depois, deixou a Globo. Em entrevista ao podcast “Tomando Uma Com”, Carlos Cereto recordou o caso. Presente na produção da emissora, o jornalista acredita que a situação não ocorreu por machismo, tendo em vista a gravidade da acusação que foi feita.
Na época, Milly Lacombe afirmou que Rogério Ceni forjou uma assinatura com o intuito de ganhar um salário maior. Diante disso, como o ídolo do São Paulo esteve envolvido, Cereto também defendeu que o atual técnico do Tricolor mereceu o direito de resposta.
“Não estava como diretor, mas eu estava. Me lembro que a gente deu direito de resposta ao Rogério Ceni (…) A MIlly foi a primeira cancelada. Eu acho que as pessoas se lembrariam, mas a Milly tem certeza que ela sofreu tudo aquilo por ser mulher e homossexual assumida, mas eu acho que as pessoas se lembrariam se fosse um homem. Naquele momento, a Milly estava em uma vitrine muito grande, era a bola da vez em um momento de ascensão. Ela bateu no Ceni que estava em um momento de ascensão. O Rogério era o deus no São Paulo.”, disse.
Cereto recordou postura da Globo
Na sequência, Cereto destacou que a direção da Globo poderia ter agido em prol de Milly Lacombe. Como Rogério Ceni entrou no ar para dar sua versão, a jornalista não teve tempo de absolver a gravidade do erro que cometeu.
“O Armando Nogueira, ao lado dela, disse ‘calma, nesse campo eu não jogo’. O Cleber tentou segurar a onda. Muita gente pergunta se a gente deveria ter colocado o Rogério no ar. Eu fazia parte da produção e era o direito de resposta. Talvez fosse o caso chamar o intervalo e falar com que o Rogério quer entrar e o que ela disse estava errado. Foi um erro de informação. Havia uma história nebulosa. Ela se expressou mal. Poderia ter voltado se retratando, talvez tivesse matado o mal pela raiz.“, finalizou Cereto.

