Nesta terça-feira (21), a Globo confirmou o fim da “Central do Apito”. Assim, durante as transmissões das partidas e também nos debates esportivos da emissora e do SporTV, os comentaristas de arbitragem esclareciam, em tempo real, dúvidas sobre lances polêmicos. Dessa forma, profissionais como Sandro Meira Ricci e Fernanda Colombo foram demitidos. Somente Paulo César de Oliveira seguirá no Grupo Globo, marcando presença nos programas.
Conforme informações do jornalista Gabriel Vaquer, do portal Notícias da TV, a rejeição do público à “Central do Apito” e a presença do VAR detalhando as jogadas contribuíram para a extinção do quadro pela Globo. Aliás, o espaço era conhecido pejorativamente como “Central do Amigo”, já que as opiniões, na maioria das vezes, concordavam com as marcações dos árbitros.
Desse modo, a medida foi contestada por Mauro Beting. Assim, em postagem no Instagram, o jornalista do SBT e da TNT Sports se mostrou contrário ao fim do quadro. Então, o comentarista considera fundamental a presença de um especialista no apito durante a cobertura dos jogos. “Algo que sempre defendi em 32 anos de transmissões. Até por ter feito curso de arbitragem em 1995”, escreveu.
“O corporativismo dos jornalistas superou o dos ex-árbitros”, acusou Mauro Beting
Então, Mauro Beting lamentou a raridade de analistas por conta de corte de gastos e desgastes pessoais. “A prensada vai voltar a ser da defesa. Todas as bolas no braço serão pênaltis nas TVs do Brasil. Clubismos balizarão a interpretação da regra. Discussões banalizadas apenas para aumentar a audiência e gerar cliques (não nas sinapses) serão alongadas em lances ‘indiscutíveis'”, criticou.
Por fim, o jornalista concluiu, considerando que a sua classe ganhou a queda de braço. “O corporativismo dos coleguinhas jornalistas superou o suposto coleguismo dos ex-árbitros com seus sucessores. Perdem todos”, finalizou Mauro Beting.

