Sampaoli adota “silêncio” após Pedro levar soco: “Sequer fez contato”
Treinador afirmou que passou noite em claro, mas comportamento teria sido diferente
Divulgação - Flamengo
Lidando novamente com a reserva no Flamengo, Pedro entrou em rota de colisão com Jorge Sampaoli. Dessa forma, no comunicado em que lamentou o soco aplicado por Pablo Fernández, o camisa 9 sinalizou que está sofrendo “covardia psicológica” nos bastidores do clube. Neste cenário, segundo o jornalista Cahê Mota, o argentino adotou um tom silencioso após o atrito no Independência.
Ainda que Sampaoli tenha apontado que “não dormiu pensando em como ajudar Pedro e Pablo”, a situação teria sido diferente. Isso porque o técnico, durante o domingo, não fez contato com o jogador, algo que causou um sentimento de decepção.
“O Pedro deixa claro que há um conflito com o Sampaoli também. Ele entende que o Sampaoli não teve um comportamento de pacificação. Por mais que o Sampaoli diga que passou a noite em claro tentando encontrar soluções para o problema, ele sequer fez contato com o Pedro ao longo do domingo.“, disse Cahê no programa Seleção SporTV;
“O conflito não vem de hoje, vem de umas duas para três semanas. Teve conflitos no vestiário na Arena do Grêmio, após a vitória na Copa do Brasil, quando o Pedro é cobrado pelo gol perdido porque poderia ter liquidado a eliminatória.”, completou o jornalista.
Antes da chegada ao Rio de Janeiro, Sampaoli evitou condenar a atitude de Pablo Fernández na roda de oração dos jogadores. Além disso, na visão de Pedro, o Flamengo não foi totalmente carinhoso ao lidar com o caso, visão totalmente oposta do clube.
“O Pedro entende que a postura do Sampaoli, após a partida em que ele fecha o grupo para a reunião de oração, ele ignora totalmente o episódio. O Sampaoli já sabia e não mencionou. O Pedro entende que o Flamengo poderia ter tido uma atitude mais carinhosa após a chegada de Belo Horizonte. O Flamengo entende que deu todo suporte ao Pedro desde o episódio até a chegada no Rio de Janeiro. Levou à delegacia, fretou jatinho para voltar Pedro, Thiago Maia, Cebolinha, Pablo e Bruno Spindel. O Pedro entende que não houve qualquer tipo de movimento além da parte criminal e burocrática.”, relatou Cahê.

