O gol anulado de Paulinho, do Vasco, contra o Palmeiras, segue gerando discussão e foi tema de um vídeo de explicação da CBF.
Para a entidade máxima do futebol brasileiro, a arbitragem acertou ao anular o gol do volante vascaíno. Gerente de VAR da CBF, Péricles Bassols disse que Richard Ríos não estava com a posse de bola quando cortou mal, o que não daria início a um novo lance após o impedimento de Vegetti.
“Ele tira sob pressão. Está dentro da área. Tira para os arredores e quem pega essa bola não é um companheiro, é um adversário.”
“Seria uma nova origem caso o meia do Palmeiras dominasse a bola com tranquilidade, pudesse passar para um companheiro ou se tivesse chutado a bola mais longe”, disse Giuliano Bozzano, gerente-técnico de arbitragem da CBF.
Seneme concordou com a anulação
Chefe de arbitragem da CBF, Wilson Seneme concordou que a ação de Richard Ríos não configura um novo lance. Para ele, Ríos estava sob pressão ao tirar mal a bola da área.
“A gente não encaixa a ação do Richard Ríos numa salvada, num rebote ou num desvio”, disse Seneme, que explicou.
“A gente tem a salvada do jogador (Murilo), que não caracteriza a posse da bola da defesa. E aí a bola volta para o jogador (Vegetti) que cabeceou, então ainda estou em fase de ataque do Vasco, e aí ele vai tentar cruzar e a bola vai para um defensor (Ríos), que quer afastar a bola, que está sob pressão”, seguiu o chefe do setor na CBF, que logo concluiu.
“Está ainda sob interferência da ação inicial, porque esses jogadores do Palmeiras estão querendo se posicionar ainda para se defender do que seria uma sequência da jogada de ataque”.

