Silvio Luiz se manifesta após polêmica e “volta atrás” em decisão de ouvir narradoras
Locutor apontou que prefere mudar de emissora no momento em que mulheres estão trabalhando na função
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Figura histórica da comunicação esportiva, Silvio Luiz ainda não se acostumou com o cenário de narradoras dentro do futebol. Adotando um discurso sincero, ele explicou que possui um sentimento de estranhar a presença feminina no espaço que, no passado, foi dominado por homens. Sendo assim, o locutor, sempre que vê uma mulher marcando presença em uma transmissão, opta por mudar de canal para ouvir outra voz. Apesar disso, houve uma total recusa de machismo pela decisão.
“Com sinceridade, não gosto. É uma falta de adaptação. Vai chegar um dia que eu vou gostar, mas no momento eu não gosto. Quando eu vejo que uma mulher está narrando eu mudo para outro canal onde tem um homem. Não (é machismo), pelo amor de Deus. Não é que eu não queira que ela narre. Eu quero que ela narre, mas o meu ouvido ainda não se adaptou. É um espaço muito bem adquirido, depois de muita briga. Esse tom de voz que eu ainda não me adaptei”, afirmou ao podcast “Pod Chegar”.
Como o discurso logo viralizou nas redes sociais, Silvio Luiz foi cobrado por não incentivar o trabalho das narradoras. Neste cenário, o comunicador se mostrou aberto a mudar de opinião, mas não garantiu que, de fato, vai se acostumar com a presença de mulheres na locução.
“Preciso me acostumar com o som depois de tanto tempo só ouvindo homem, vou tentar ouvir alguma e ver se me acostumo”, escreveu no Twitter.
PRECISO ME ACOSTUMAR COM O SOM DEPOIS DE TANTO TEMPO SÓ OUVINDO HOMEM, VOU TENTAR OUVIR ALGUMA E VER SE ME ACOSTUMO
— Silvio Luiz (@silvioluiz) August 8, 2023
Ganhando cada vez mais espaço na Globo, Renata Silveira espera que o machismo contra as colegas diminua com o passar do tempo. Mesmo assim, ela está ciente que seguirá sendo cobrada por eventuais deslizes.
“Não vejo a hora de daqui a pouco ser normal e não ter mais essa coisa de primeira isso, primeira aquilo. “Quem dera que outras mulheres já tivessem feito isso anteriormente, que eu fosse só mais uma chegando, sem peso, sem tanta cobrança”, disse à coluna de Mônica Bergamo, na Folha de São Paulo.

