Flamengo: conselheiros e ex-presidentes pedem CPI contra gestão Landim
Dirigentes do Rubro-Negro querem investigar diversas decisões tomadas pelo atual mandatário flamenguista em sua gestão
Gilvan de Souza/C.R. Flamengo
A crise interna do Flamengo ganhou novo capítulo no final desta semana, com um pedido de CPI feito conta o presidente Rodolfo Landim para investigar decisões do dirigente no comando do clube, segundo a ESPN.
O pedido, protocolado e enviado nesta sexta-feira (6) para a apreciação do presidente do Conselho Deliberativo, Antônio Alcides, foi assinado por diversos conselheiros e até mesmo dois ex-presidentes rubro-negros (Márcio Braga e Eduardo Bandeira de Mello) constam como integrantes da petição, que cita que Landim cometeu ‘infração disciplinar’ para requerer a instalação da Comissão.
No documento, diversos fatores são listados como os que motivariam a CPI contra o presidente flamenguista. Uma delas são as várias demissões de treinadores ocorridas desde que o dirigente assumiu o Flamengo, em 2019, e as multa rescisórias decorrentes da quebra antecipada do contrato destes.
Segundo informações, as multas chegariam em torno de R$ 50 milhões, principalmente dos cinco que foram demitidos (Domènec Torrent, Rogério Ceni, Paulo Sousa, Vitor Pereira e Jorge Sampaoli). A carta critica o mandatário do Fla por conta do pagamento de ‘multas pesadas’ aos demitidos e pela inconstância entre os técnicos, que seria o fator gerador das multas.
Apesar do documento ser focado em Landim, o vice-presidente de futebol Marcos Braz também é citado no pedido de instalação da CPI. O fato do dirigente acumular o cargo com o de vereador no Rio de Janeiro e o que isto afetaria o trabalho deste frente ao clube é um dos questionamentos, além do caso da briga em que se envolveu com um torcedor dentro de um shopping, em meados de setembro.
Segundo o estatuto do Flamengo, o presidente do Conselho Deliberativo terá cinco dias (do recebimento do pedido) para designar os membros da CPI. Esta deverá ter duração máxima de 60 dias para investigar as alegações contra o dirigente. Caso seja apontado que o presidente cometeu irregularidades, Rodolfo Landim poderá perder o mandato e correr risco ficar até 15 anos inelegível.

