Corinthians discute mudanças no estatuto e pode incluir SAF (Divulgação)
O novo presidente do Corinthians, Augusto Melo foi surprendido nesta semana ao se deparar com equipamentos de espionagem localizados em salas de reuniões da presidência. Segundo revelou a “Folha de S. Paulo”, eram materiais de escuta e gravação de áudios. No programa Bate Pronto, da Rádio Jovem Pan, Flávio Prado admitiu ter ficado perplexo com tal situação.
“É tudo muito louco. Eu nunca ouvi falar disso, não tô dizendo que nunca teve. Por que alguém colocaria uma escuta na sala de um presidente? O que ele pretendia captar lá? O que levou ele a desconfiar que se faziam coisas que não eram interessantes para o clube ou eram interessantes para a pessoa que colocou lá? Tem que ter uma razão para fazer isso”, inicia o jornalista.
“Outra coisa, por que o senhor Augusto Melo [presidente do Corinthians] mandou fazer uma varredura de microfones? Como ele chegou nisso? Qual seria o interesse de colocar a escuta no Duílio Monteiro Alves? Qual seria o interesse de colocar escuta no Augusto Melo? É tudo muito estranho. O que se desejava pegar? Eu sempre falo em má administração. Não quero acreditar em desonestidade, não quero acreditar”, completa Flávio Prado.
A princípio, os aparelhos estariam camuflados atrás de um quadro na parede da sala da presidência, além de um interruptor de tomada e na mesa da secretária de Augusto Melo.
“Eu acho que a maioria entra mais por ego do que por interesse de roubar. Posso até estar enganado. Se o negócio for feito de maneira escusa, dificilmente será na sala da presidência. Alguém queria pegar alguma coisa. O que? De quem? Eu acho mais uma notícia terrível para o Corinthians, muito triste. É uma péssima notícia”, concluiu Flávio.
Citado por Flávio Prado, Corinthians decide não levar caso à polícia
No Jogo Aberto, a repórter Luiza Oliveira noticiou que o Corinthians não pretende, ao menos por enquanto, levar o caso à polícia.
“Irão deixar quieto, pois querem que o clube tenha uma imagem mais positiva, mais leve. É um novo momento, querem que isso seja superado. A decisão pode mudar dependendo de um novo elemento que possa surgir”, disse Luiza.

