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10 goleiros que fizeram história no futebol brasileiro

No dia 26 de abril, é comemorado o dia do goleiro, numa homenagem ao aniversário do histórico arqueiro Manga

Marco Maciel
Sou jornalista, formado pela PUCRS em 2007. Trabalhei na web rádio Voz do Futebol. Também fui redator e assessor de imprensa da ALAP (Associação Latino-Americana de Publicidade). Edito o site SAMBARIO, voltado para sambas-enredo, desde 2004. No canal do YouTube do portal (@sambariosite), entrevistamos mais de uma centena de personalidades do samba e do carnaval nos tempos da pandemia. Entrei no time do Torcedores.com em maio de 2022 e escrevo para o site NasPistas.com desde maio de 2023.
Taffarel, goleiro histórico do futebol brasileiro

Taffarel, goleiro histórico do futebol brasileiro (Divulgação/CBF)

Desde os anos 70, o dia do goleiro é celebrado em 26 de abril. Nesta data, o histórico Haílton Corrêa Arruda, o Manga, nascia no ano de 1937.

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Aos 86 anos, o ex-arqueiro da seleção brasileira na Copa de 1966 hoje reside no Retiro dos Artistas, no Rio de Janeiro. Mesmo com dedos tortos e quebrados que o impossibilitavam de usar luvas, Manga se tornou referência na posição, fazendo história por clubes como Sport, Botafogo, Nacional-URU, Internacional, Coritiba, Grêmio, entre outros clubes.

O Torcedores.com recorda outros 10 grandes goleiros que marcariam para sempre a história do futebol brasileiro.

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Barbosa

Um dos personagens mais injustiçados da história do esporte brasileiro, Barbosa infelizmente se tornaria amaldiçoado pela derrota na Copa do Mundo de 1950 ao não evitar o gol do uruguaio Ghiggia no famoso Maracanazzo. Mas nada apagará sua gloriosa carreira, consagrada em 431 jogos pelo Vasco da Gama nas décadas de 40 e 50. Faleceu em 2000 aos 79 anos.

Castilho

Titular da Copa do Mundo de 1954 e reserva em 1958 e 1962, Castilho é o atleta que mais vezes vestiu a camisa do Fluminense, com 698 aparições. Como prova de amor ao clube e também à profissão, o goleiro chegou a amputar o dedo mínimo esquerdo na década da 50, após lesioná-lo pela quinta vez, para voltar aos gramados. Cometeu suicídio aos 59 anos, em 1987.

Gilmar dos Santos Neves

A escalação da seleção brasileira nos dois primeiros títulos mundiais em 1958 e 1962 começam com Gilmar dos Santos Neves. Logo após a passagem consagradora pelo Corinthians nos anos 50, o titular do bicampeonato mundial também fez história ao defender, na década seguinte, o famoso Santos de Pelé, para muitos o melhor time de todos os tempos. Morreu em 2013, aos 83 anos.

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Félix

A escalação da seleção brasileira de 1970 decantada em verso e prosa começa com Félix. Mesmo com sua atuação contestada durante a Copa do México, ninguém pode tirar seu nome da história. O goleiro tricampeão do mundo defendia o Fluminense no maior momento de sua carreira, tendo jogado também em Juventus-SP, Portuguesa e Nacional-SP. Faleceu em 2012, aos 74 anos.

Leão

Titular nas Copas do Mundo de 1974 e 1978, Emerson Leão se tornou uma das grandes figuras do futebol brasileiro por sua personalidade forte, além de ser considerado um símbolo sexual nos tempos de jogador. Reserva na seleção tricampeã de 1970, também integrou a segunda Academia do Palmeiras nos anos 70, além de jogar também em Vasco, Corinthians, Grêmio, entre outros clubes. Ainda teria uma carreira bem-sucedida como técnico, chegando a dirigir a seleção brasileira em 2000 e 2001.

Raul

Embora tenha poucas aparições na seleção brasileira, é inegável a importância de Raul Plassmann no futebol do país. Com passagens longevas por Cruzeiro e Flamengo, se tornou multicampeão por ambos. Nos tempos da Raposa, inovou nos uniformes dos goleiros ao utilizar uma camisa amarela. Após pendurar as luvas, marcaria época também como comentarista da Globo.

Taffarel

“Sai que é sua, Taffarel”. O bordão consagrado por Galvão Bueno durante a campanha do tetra na Copa do Mundo de 1994 se tornaria uma identidade para um dos mais marcantes personagens da história do futebol brasileiro. Formado pelo Internacional, o histórico camisa 1 seria titular de três Copas do Mundo (também em 1990 e 1998), jogando também por Parma, Reggiana, Atlético-MG e Galatasaray. Atualmente, é o preparador de goleiros da seleção brasileira.

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Marcos

Eternamente conhecido como ‘São’ Marcos, faria carreira em um único clube: o Palmeiras. Nos anos 90, o goleiro travou grandes disputas internas no Verdão com outros grandes nomes da equipe como Velloso e Sérgio. Quando se tornou titular, o histórico camisa 12 foi decisivo na conquista da primeira Libertadores alviverde, em 1999. Tornaria-se o homem de confiança de Luiz Felipe Scolari, fixando o palmeirense como titular na campanha do pentacampeonato mundial em 2002.

Rogério Ceni

Outro exemplo raro de jogador consagrado em um único clube, Rogério Ceni se tornaria o maior ídolo da história do São Paulo. Além de mostrar segurança embaixo das traves, também revelaria um talento nato nas cobranças de faltas, se tornando o maior goleiro artiheiro da história do futebol com 131 gols. Disputou duas Copas do Mundo como reserva em 2002 e 2006.

Dida

Tinha como característica a frieza, além de ser um exímio pegador de pênaltis. Com passagens inesquecíveis por clubes como Cruzeiro e Corinthians, o titular na Copa do Mundo de 2006 também se tornaria um nome histórico do Milan, onde atuou por uma década. Foi pentacampeão mundial em 2002, como reserva de Marcos.