Ancelotti fala em “ter sorte” ao projetar rivais no sorteio da Copa
Técnico da Seleção demonstra confiança antes do sorteio da Copa de 2026
Ancelotti na convocação da seleção. Andre Paes/Alamy Live News
Momentos antes do sorteio que definirá os grupos da Copa do Mundo de 2026, Carlo Ancelotti adotou um discurso sereno. Em entrevista exclusiva à Rádio BandNews FM, o treinador da Seleção Brasileira evitou escolher possíveis rivais e destacou a importância de aguardar o resultado do evento em Washington. Para ele, o início da formação do Mundial acontece justamente a partir da definição das chaves.
O italiano reforçou que o processo exige tranquilidade, já que o sorteio da Copa é imprevisível. Ele disse que o planejamento ficará mais claro quando souber onde o Brasil jogará e contra quais seleções. Mesmo assim, demonstrou satisfação com o ambiente e afirmou que a equipe vive um momento de confiança.
Ancelotti cita sorte e exalta qualidade da equipe
Questionado sobre expectativa e pressão, Ancelotti respondeu com naturalidade e assumiu ver a si próprio como alguém de sorte. O técnico relacionou essa percepção ao trabalho com a Seleção, afirmando que o Brasil também é favorecido por ter um grupo forte e competitivo. Segundo ele, esse conjunto de fatores sustenta o otimismo para a disputa do torneio.
O treinador ressaltou que a preparação seguirá firme após o sorteio, com foco em ajustar estratégias e entender o caminho até a fase decisiva. Ele mantém a convicção de que o elenco brasileiro tem potencial para enfrentar qualquer cenário.
Expectativa por apoio nos estádios
Com o Mundial sendo disputado nos Estados Unidos, Canadá e México, Ancelotti acredita que o Brasil contará com grande apoio nas arquibancadas. O técnico lembrou a forte presença de brasileiros vivendo na América do Norte e disse esperar ambientes favoráveis em boa parte dos jogos. Para ele, a energia das torcidas pode influenciar positivamente o desempenho da equipe.
Essa projeção reforça o clima de confiança que acompanha a Seleção às vésperas da divulgação dos grupos. O treinador chegou ao Kennedy Center sorridente e descreveu o local como acolhedor, destacando que a delegação está motivada e pronta para iniciar o planejamento detalhado dos próximos meses.
Retrospecto brasileiro na primeira fase do Mundial
A trajetória do Brasil nas fases de grupos já contou com encontros frequentes contra seleções específicas. Desde 1930, adversários como Iugoslávia, México e Escócia estiveram repetidamente no caminho brasileiro. Para 2026, a Escócia pode voltar a cruzar com o Brasil por estar no Pote 3, enquanto o México está impedido de enfrentar a Seleção por ser cabeça de chave.
O sorteio definirá se o Brasil reencontrará um rival histórico ou enfrentará estreantes. Independentemente do desfecho, Ancelotti tratou de manter o tom calmo e otimista. Ele acredita que o elenco está preparado para encarar o que vier, reforçando o discurso de confiança que marcou sua chegada ao evento nos Estados Unidos.

