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Atlético-MG tenta contratação de Mauro Icardi

Clube mineiro avalia operação complexa para ter atacante argentino na temporada 2026

Douglas Nunes
Formado em Jornalismo e com especialização em jornalismo esportivo, Douglas é jornalista há mais de 10 anos. Trabalhou com assessoria na Escola Zico e no Audax-RJ, além de ter sido repórter do Grupo O Dia. Está no mercado de iGaming desde 2016.
Atlético-MG tenta contratação de Mauro Icardi

Icardi pelo Galatasaray. Foto: BSR Agency/Alamy Live News

O Atlético-MG iniciou 2026 atento ao mercado internacional e fez uma consulta de peso. A diretoria alvinegra buscou informações sobre a situação de Mauro Icardi, atacante do Galatasaray, com foco em reforçar o elenco para a próxima temporada. A resposta, no entanto, trouxe um obstáculo relevante: o clube turco exige cerca de 9,5 milhões de euros para liberar o jogador, valor que gira em torno de R$ 60 milhões.

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O contato teve caráter exploratório. Internamente, o Galo trata o movimento como parte de um mapeamento mais amplo, ligado à reformulação planejada para o elenco. A ideia é elevar o nível técnico do time, especialmente no setor ofensivo, após saídas de jogadores importantes e mudanças estruturais previstas para o ano.

Icardi entra no radar por perfil e ligação com Sampaoli

O nome de Mauro Icardi agrada ao treinador Jorge Sampaoli. Os dois já trabalharam juntos na seleção argentina, e o comandante vê no centroavante um jogador capaz de dar peso internacional ao projeto esportivo. Aos 32 anos, o atacante ainda carrega status de estrela e histórico de gols em ligas competitivas.

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No Galatasaray, Icardi se consolidou como referência ofensiva desde a chegada em definitivo, após passagem pelo Paris Saint-Germain. O contrato vai até junho de 2026, o que torna o momento delicado para os turcos, pressionados pelo risco de perder o atleta sem compensação financeira.

Valor pedido trava avanço imediato das conversas

A pedida do Galatasaray foi considerada alta nos bastidores. Os turcos fixaram o valor próximo ao que pagaram para comprar o atacante em definitivo, buscando recuperar quase todo o investimento feito. Para o Atlético, assumir um custo dessa magnitude representa um desafio considerável.

Além da taxa de transferência, a operação envolve salários elevados. Icardi recebe cifras incompatíveis com o padrão praticado no futebol brasileiro. Qualquer avanço dependeria de uma engenharia financeira complexa, com renegociação de vencimentos, bônus por desempenho e possível diluição de valores ao longo do contrato.

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Por enquanto, não há proposta oficial. O Galo avalia cenários e evita decisões precipitadas, ciente de que o impacto de um movimento desse porte vai além das quatro linhas.

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Contrato perto do fim muda o jogo, mas não resolve tudo

O vínculo de Icardi com o Galatasaray termina em junho de 2026. Em termos legais, isso permitiria ao jogador assinar um pré-contrato e sair sem custos no meio do ano. Essa possibilidade está no radar do Atlético, mas não elimina todos os entraves.

O clube turco resiste à ideia de perder seu principal nome de graça. Por isso, mantém postura firme na negociação, mesmo com o tempo jogando contra. A estratégia passa por apostar no apelo do jogador em mercados alternativos, como América do Sul ou ligas emergentes.

Para o Atlético, o fator tempo pode ser decisivo. Esperar alguns meses reduziria custos de transferência, mas manteria desafios salariais e esportivos no planejamento.

Condição física pesa na avaliação do investimento

Outro ponto sensível envolve o histórico recente de lesões. Em 2024, Icardi sofreu uma grave lesão no joelho, com ruptura do ligamento cruzado anterior. Apesar da recuperação, esse tipo de problema costuma gerar cautela, especialmente em atletas acima dos 30 anos.

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Comprar um jogador nessa faixa etária, por valor elevado e com histórico clínico relevante, exige cálculo minucioso. A diretoria atleticana considera o risco técnico e financeiro antes de qualquer avanço.

O interesse existe, assim como o reconhecimento do peso do nome. Entre ambição e prudência, o Atlético-MG segue analisando o mercado, enquanto Mauro Icardi permanece como uma possibilidade distante, porém simbólica, de um projeto que busca impacto sem perder o equilíbrio.

Better Collective