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CBF recupera imagem e projeta receita extra de até R$ 250 milhões em ano de Copa

Após saída de Ednaldo Rodrigues, entidade recompõe carteira de patrocinadores e aposta em nova fase institucional

Por Douglas Nunes em 11/02/2026 08:18 - Atualizado há 3 horas

Camisa do Brasil. Foto Alamy

A CBF intensificou sua movimentação comercial às vésperas da Copa do Mundo e projeta reforço expressivo no caixa. Enquanto Carlo Ancelotti observa jogadores e define a base da seleção, a entidade trabalha nos bastidores para recuperar espaço no mercado publicitário. A meta interna é alcançar até R$ 250 milhões adicionais em 2026 com novos contratos de patrocínio.

O cenário contrasta com o vivido há menos de um ano. Durante a reta final da gestão de Ednaldo Rodrigues, a confederação enfrentou rescisões importantes e viu marcas deixarem o portfólio. Agora, sob nova presidência, a direção busca sinalizar estabilidade e reconstruir a confiança de grandes empresas.

Veja também: CBF define agenda da Seleção até a Copa do Mundo.

Novos contratos impulsionam arrecadação

Três companhias já formalizaram acordo com a CBF. Uber e Volkswagen fecharam contratos que superam R$ 100 milhões por temporada. Em seguida, o iFood também passou a integrar o grupo de parceiros. As marcas terão exposição vinculada à seleção brasileira durante o Mundial.

Além disso, a entidade pretende anunciar mais duas empresas até o fim de fevereiro. Uma delas atua como gigante no mercado nacional. A outra possui alcance internacional. Antes da estreia na Copa, marcada para 13 de junho contra o Marrocos, nos Estados Unidos, a CBF ainda busca fechar mais um acordo.

Com esse pacote, a estimativa é alcançar R$ 250 milhões extras ao longo do ano. Internamente, a direção avalia que o montante representa não apenas ganho financeiro, mas também reposicionamento institucional.

Recuperação após debandada

Em 2025, quatro patrocinadores rescindiram contrato com a entidade. Gol Linhas Aéreas, Mastercard, Pague Menos e TCL deixaram a CBF em meio ao processo político que culminou na saída de Ednaldo Rodrigues. O ambiente de instabilidade afetou a relação com o mercado.

Agora, a comparação feita pela atual gestão inclui até mesmo a Copa de 2022. Naquele ciclo, os valores pagos por parceiros eram inferiores aos atuais. Em alguns casos, predominavam permutas, sem aporte financeiro significativo.

Dessa forma, os novos contratos representam avanço relevante em relação ao último Mundial. A direção entende que conseguiu reposicionar a marca da seleção brasileira junto a grandes anunciantes.

Agenda de modernização como vitrine

Segundo apuração da ESPN, a retomada comercial está ligada à chamada “agenda de modernidade” adotada após a troca de comando. Desde que Samir Xaud assumiu a presidência, a CBF colocou em pauta medidas estruturais.

Entre elas, está a implementação do fair play financeiro, em vigor desde 1º de janeiro. A entidade também anunciou a adoção do impedimento semiautomático, já utilizado na Premier League. Além disso, prometeu profissionalizar a arbitragem e revisou o calendário nacional, reduzindo datas dos estaduais.

Na avaliação interna, essas decisões sinalizam compromisso com organização e governança. Consequentemente, fortalecem a imagem da confederação diante de investidores e patrocinadores.

Ancelotti reforça estratégia institucional

A presença de Carlo Ancelotti também integra o plano de reposicionamento. O treinador, que acumula passagens por Milan, Chelsea, PSG e Real Madrid, empresta prestígio internacional ao projeto.

Recentemente, o italiano participou de campanha publicitária da Ambev antes da Copa. Além disso, comparece a eventos institucionais como representante da CBF. A entidade aposta na credibilidade do técnico para consolidar a percepção de profissionalismo.

O movimento busca afastar a imagem de instabilidade que marcou o ciclo anterior, quando a seleção teve sucessivas trocas de comando. Isso porque Ramon Menezes, Fernando Diniz e Dorival Júnior passaram pelo cargo antes da chegada de Ancelotti.

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