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Atlético-MG projeta dívida bilionária e prepara aporte para conter crise financeira

Clube prevê passivo de R$ 1,6 bilhão e aposta em injeção de recursos para reduzir impacto dos juros

Douglas Nunes
Formado em Jornalismo e com especialização em jornalismo esportivo, Douglas é jornalista há mais de 10 anos. Trabalhou com assessoria na Escola Zico e no Audax-RJ, além de ter sido repórter do Grupo O Dia. Está no mercado de iGaming desde 2016.
Atlético-MG projeta dívida bilionária e prepara aporte para conter crise financeira

Meio-campista de Guiné é um dos destaques do Galo na temporada (Crédito: Pedro Souza/Atlético)

O Atlético-MG se prepara para divulgar seu balanço financeiro de 2025 com um cenário preocupante. A expectativa interna é de que o clube apresente uma dívida próxima de R$ 1,6 bilhão. O número elevado já causa alerta, mas o perfil dessa dívida preocupa ainda mais os dirigentes.

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Parte significativa do valor está concentrada em compromissos bancários. Esses débitos, que somam cerca de R$ 600 milhões, possuem juros elevados. Por isso, aumentam o risco de crescimento acelerado da dívida nos próximos anos.

Veja também: Atlético admite falhas no elenco e projeta reforços para próxima janela

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Aporte surge como medida emergencial

Diante desse cenário, o Atlético-MG articula uma solução imediata. O clube conta com um aporte de aproximadamente R$ 500 milhões da Galo Holding. O grupo é controlado pelos empresários conhecidos como “4R’s”, que já participam da gestão financeira.

Internamente, a medida é vista como essencial para conter o avanço da dívida. Uma fonte ligada ao clube classificou o movimento como um “socorro” necessário. O objetivo é evitar o efeito de “bola de neve”, causado principalmente pelos juros bancários.

Além disso, esse aporte deve marcar uma mudança de postura. A ideia é que seja uma intervenção pontual, não recorrente. A partir disso, o clube pretende caminhar com maior autonomia financeira.

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Direção aposta em dívida mais controlável

Com a redução do peso das dívidas bancárias, o Atlético-MG acredita em um cenário mais estável. A projeção interna indica que cerca de R$ 1,1 bilhão seriam mais administráveis. Esse valor teria menor impacto de juros e permitiria um planejamento de longo prazo.

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A estratégia passa por aumentar receitas próprias. O clube aposta em ativos como a Arena MRV, além de negociações de jogadores. Patrocínios também entram na conta como fonte relevante de arrecadação.

Esse modelo exige disciplina financeira. Por isso, a diretoria pretende ajustar gastos e priorizar equilíbrio nas contas. O objetivo é reduzir a dependência de novos aportes externos.

Mercado deve ser mais cauteloso

A situação financeira influencia diretamente o planejamento esportivo. Após investir mais de R$ 120 milhões em reforços recentemente, o Atlético-MG deve adotar postura mais conservadora na próxima janela.

A tendência é de um mercado mais tímido no meio do ano. O clube busca manter competitividade, mas sem repetir investimentos elevados. Essa mudança reflete a necessidade de ajuste financeiro no curto prazo.

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Além disso, dirigentes reconhecem diferenças em relação a outros clubes. Equipes como Palmeiras e Flamengo são vistas como referências em gestão financeira. Esse cenário reforça a cautela nas decisões do Galo.

Cenário esportivo ameniza pressão momentânea

Dentro de campo, o Atlético-MG conseguiu um resultado importante recentemente. A vitória sobre o São Paulo trouxe alívio momentâneo. Ainda assim, o contexto financeiro segue como principal desafio.

Na sequência da temporada, o time terá novo compromisso fora de casa. O próximo jogo será contra o Fluminense, no Maracanã. Enquanto isso, a diretoria continua focada em reorganizar as finanças e evitar novos riscos.

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