Galvão Bueno pede demissão de José Boto após saída de Filipe Luís do Flamengo
Narrador cobra “vergonha na cara” do diretor esportivo e classifica condução do caso como vexame.
José Boto deu entrevista em Portugal e falou sobre o Flamengo (Foto: Jota Erre/AGIF)
O narrador Galvão Bueno direcionou críticas contundentes ao diretor esportivo do Clube de Regatas do Flamengo, José Boto, após a demissão de Filipe Luís. Mais do que lamentar a saída do treinador, Galvão foi além e pediu publicamente que Boto entregue o cargo.
Quem também detonou a demissão de Filipe Luís foi o maestro Júnior.
“Peça demissão”, dispara Galvão
Em vídeo publicado nas redes sociais, Galvão classificou a condução do episódio como “lamentável, covarde e maldosa” e afirmou que o diretor esportivo deveria deixar o clube.
“O Boto parecia um puxa-saco do Filipe Luís, para onde o Filipe andava no campo, ele andava junto, aparecia nas imagens, falava bem, e agora Boto?! peça demissão, tome vergonha na cara e vá embora, é o mínimo que ele poderia fazer. Um horror o que foi feito… Da forma que foi feito, é um vexame.”
A declaração elevou a pressão sobre o dirigente, que comunicou pessoalmente a demissão ao treinador logo após a entrevista coletiva no Maracanã.
Comunicação após coletiva revolta narrador
Galvão criticou principalmente a forma como a decisão foi executada. Filipe Luís comandou o time na semifinal do Campeonato Carioca, goleou por 8 a 0 e concedeu entrevista normalmente. Somente depois foi informado da saída.
Para o narrador, a atitude expôs o treinador desnecessariamente.
“Deixaram o Filipe Luís dar entrevista coletiva, depois que a torcida xingou, sangrando na entrevista coletiva, a uma hora da madrugada, numa sala fria do Maracanã. Deveriam ter dito a ele: ‘Olha, muito obrigado pelo que você fez, mas você não é mais o técnico do Flamengo a partir de amanhã…'”
Embora também tenha citado o presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, Galvão concentrou o tom mais duro em José Boto, a quem responsabilizou diretamente pela execução da decisão.
Ele afirmou ainda que a atitude “bota claramente o caráter das pessoas que tomaram essa decisão”, reforçando o peso das acusações.
“Eu estou pasmo, estou passado, triste pelo que foi feito com Filipe Luís no Flamengo. Feito pelo presidente do Flamengo que se diz tão apaixonado pelo clube, mas que muitas vezes passa do limite, fala muita besteira e faz muita besteira. E depois, pelo diretor esportivo, um português chamado Boto.”
Pressão aumenta nos bastidores
A fala de Galvão amplia o desgaste interno e externo do dirigente. Além disso, o episódio ocorreu no dia do aniversário de Zico, maior ídolo da história do clube, o que aumentou a repercussão negativa.
“Querem saber o que é mais duro, garanto que Bap e Boto não pensaram, sabe que dia que eles fizeram isso? No dia do aniversário do Zico. Tem falta de respeito com o Flamengo e seu maior ídolo, o Zico, do que isso? Filipe vá com Deus, você vai ser muito bom e muito importante no Brasil e na Europa.”
Comparação com caso Dorival Júnior
Além disso, Galvão relembrou episódio semelhante envolvendo Dorival Júnior, quando o treinador deixou o Flamengo mesmo após conquistas importantes.
“Isso não se faz nem com um treinador incompetente, quanto mais um treinador da qualidade do Filipe, do caráter e do futuro que certamente ele tem. Me faz lembrar quando o Flamengo fez parecido com o Dorival Júnior, que vinha de título, ficou sabendo que estava demitido pela imprensa…”
O narrador ainda mencionou a chegada de Vítor Pereira na ocasião, ao criticar a condução da diretoria.

