Mauro Cezar solta o verbo sobre declaração palmeirense: “Plantação de batata é o cacete”
Jornalista se revoltou com declaração de João Martins, do Palmeiras, sobre o gramado de São Januário
Mauro Cezar se revoltou com a comparação palmeirense (Reprodução)
O jornalista Mauro Cezar Pereira se revoltou com as declarações do auxiliar técnico do Palmeiras, João Martins, sobre o gramado de São Januário. Logo depois da derrota do Verdão para o Vasco, por 2 a 1, na noite desta quinta-feira, o português comparou o gramado do estádio a uma plantação de batatas.
Durante o programa “Posse de Bola”, da TV UOL, o jornalista ficou nervoso com a comparação e criticou o modo como João Martins se referiu ao local. Mauro Cezar chamou a atenção ainda sobre o fato de que o Palmeiras não jogou bem e a comissão técnica da equipe costuma usar sempre desculpas após as derrotas.
“Bom é o gramado de plástico do Palmeiras, que fica soltando placas de sei lá o que na chuteira dos jogadores. Nós já tivemos piso de plástico com água por baixo também. Esse discurso é canhestro, uma tentativa de se aproveitar de dias com muita chuva, ou noites que prejudicam um gramado natural, para defender essa coisa bizarra que é o piso de plástico”, disse.
“Aliás, o gramado do Vasco custou cerca de R$ 800 mil e foi trocado em novembro, é um gramado novo. Plantação de batata é o cacete! Isso é uma cara de pau, uma coisa muito séria. O que esse cara fala é uma falta de respeito com o Vasco, é muita cara de pau. Eu não consigo levar na brincadeira”, concluiu.
Má atuação do Palmeiras chama atenção
Quando falou sobre o jogo, Mauro Cezar Pereira chamou a atenção para o futebol pobre do Palmeiras. Conforme as suas palavras, não dá para entender um time com tamanho investimento apresentar um futebol muito abaixo do que pode. Em seu comentário, o jornalista fez uma reflexão sobre a temporada.
“Qual foi o jogo que o Palmeiras ganhou com facilidade de seus adversários nessa temporada, o grande jogo? Contra o Vitória e contra o Capivariano. Um jogo do Paulista e um do Brasileiro. O Palmeiras costuma fazer isso em seus jogos, faz 1 a 0 e senta em cima do resultado, nem sempre dá certo”, afirmou.
“O Vasco foi mudando ao longo do jogo, fez dois gols muito bonitos em cima da defesa do Palmeiras. O Vasco entrou costurando dentro da defesa do Palmeiras. Ou seja, é muito mais interessante falar do gramado do que dos gols que a defesa tomou com o adversário tricotando por dentro”, completou.
“Primeira vez” em São Januário
O jornalista ainda trouxe um dado interessante sobre o confronto entre Vasco e Palmeiras: conforme a apuração de Mauro Cezar, esta foi a primeira vez em cinco anos que a comissão técnica do Palmeiras, comandada por Abel Ferreira, visita o Vasco em São Januário em condições normais.
“Quando essa comissão técnica chegou, o Palmeiras enfrentou o Vasco em São Januário na pandemia, sem público. Depois, o Vasco passou alguns anos pela Série B. Na volta, os dois times se enfrentaram uma vez no Maracanã e duas vezes em Brasília. Então, pela primeira vez, esses senhores tiveram a oportunidade de conhecer São Januário com torcida mobilizada, com novo técnico, o Vasco precisando do resultado”, revelou.
“Algo que todos os adversários do Vasco enfrentam, mas por conta da “bananice” da diretoria, isso nunca havia acontecido. Então, ontem essa “carninha assada” não teve. Deixo a minha pergunta: como é que tem torcedor do Palmeiras que tolera tão pouco futebol com tamanho investimento?”, finalizou.

