São Paulo demite Hernán Crespo do comando técnico
Em reunião realizada nesta segunda-feira clube paulista decidiu pelo desligamento do treinador do time
Herán Crespo está fora do São Paulo (foto: Mauricio De Souza/AGIF / Alamy)
Hernán Crespo não é mais o treinador do São Paulo. O clube decidiu pelo desligamento do treinador e informou em uma nota em seu site oficial na tarde desta segunda-feira. Com ele, o Tricolor Paulista decide pela saída dos auxiliares Juan Branda e Victor López, dos preparadores físicos Federico Martinetti e Leandro Paz e do preparador de goleiros Gustavo Nepote.
A segunda passagem de Crespo pelo São Paulo termina com o time na segunda colocação do Campeonato Brasileiro, com 10 pontos, e a eliminação nas semifinais do Campeonato Paulista. Desde julho de 2025, o treinador dirigiu o Tricolor em 46 jogos, acumulando 21 vitórias, sete empates e 18 derrotas.
Nesta temporada, o São Paulo ainda tem a Copa do Brasil e a Copa Sul-Americana para disputar. Desde que chegou ao clube pela primeira vez, o treinador dirigiu a equipe em 99 oportunidades. Foram 45 vitórias, 26 empates e 28 derrotas. O título do Campeonato Paulista de 2021 foi o único da parceria.
Não há informações sobre o substituto. Conforme informações do site GE, a diretoria do São Paulo ainda vai se reunir nesta segunda-feira para tentar levantar um nome para assumir de imediato. Os dirigentes ainda não entraram em consenso sobre este profissional.
Declarações e desgaste
Crespo assumiu o São Paulo no ano passado em meio à ameaça de queda para a segunda divisão. O estilo de jogo do argentino ajudou a equipe não somente a escapar com folga dessa ameaça, mas também a chegar à Copa Sul-Americana.
No início do ano, com o afastamento do presidente Julio Casares por acusações de envolvimento em um esquema de venda de camarotes, Hernán Crespo deu declarações que desagradaram aos dirigentes do clube. Logo depois da derrota para o Palmeiras no Paulistão, por 3 a 1, o técnico deixou claro que tinha medo de cair no Brasileirão.
“Sim, estamos preocupados com isso (rebaixamento). Mas temos três rodadas, Santos, Primavera e Ponte Preta, que pode acontecer de tudo. Porque podemos classificar. Então temos que jogar o jogo. Acho que ninguém gosta da derrota. Mas acho que tem derrotas e derrotas. Com a Portuguesa, foi realmente preocupante. Hoje não. Faz mal? Sim, claro, ninguém queria perder”, disse.
“Acho que em breve as coisas começarão a melhorar. Fora que chegarão reforços, chegarão os meninos depois da Copinha. Acho que temos futuro, mas o futuro, como falei, no Brasileirão (a meta é) 45 pontos. Esse é o futuro. 45 pontos e tentar construir como a gente jogou hoje”, complementou na ocasião.
As declarações não caíram bem no clube. Além disso, o treinador chegou a alegar salários atrasados no São Paulo, o que foi desmentido em seguida. A contratação do ex-jogador Rafinha também enfraqueceu o técnico argentino, que passou a lidar com um “chefe” dentro do vestiário.

