Home Mídia Esportiva e bastidores Casagrande pede Endrick e critica exigências táticas na Seleção: “É fugir da nossa escola”

Casagrande pede Endrick e critica exigências táticas na Seleção: “É fugir da nossa escola”

Comentarista afirma que o Brasil não pode abrir mão da criatividade dos seus atacantes

Douglas Nunes
Formado em Jornalismo e com especialização em jornalismo esportivo, Douglas é jornalista há mais de 10 anos. Trabalhou com assessoria na Escola Zico e no Audax-RJ, além de ter sido repórter do Grupo O Dia. Está no mercado de iGaming desde 2016.
Casagrande pede Endrick e critica exigências táticas na Seleção: “É fugir da nossa escola”

Casagrande fala do ponto fraco do Palmeiras. Foto Reprodução

As discussões sobre a utilização de Endrick na Seleção Brasileira ganharam um novo capítulo após uma forte manifestação de Walter Casagrande. Em vídeo publicado nas redes sociais, o comentarista questionou informações de que Carlo Ancelotti teria dificuldades para utilizar o atacante por questões relacionadas à disciplina tática.

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De acordo com Casagrande, exigir obediência excessiva de jogadores com características ofensivas pode representar um problema maior para a Seleção. Na avaliação do ex-jogador, o futebol brasileiro corre o risco de perder justamente aquilo que sempre o diferenciou das demais potências mundiais.

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Casagrande questiona modelo de jogo da Seleção

Ao comentar o assunto, Casagrande fez uma crítica direta à possibilidade de Endrick perder espaço por não seguir rigidamente determinadas funções táticas.

“Eu fico pensando: o que a Seleção Brasileira virou? Um time de robô?”, questionou.

O comentarista ainda afirmou que a criatividade sempre foi uma das principais marcas do futebol brasileiro. E que, portanto, essa característica não pode ser sacrificada em nome da organização coletiva.

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“Quer dizer, tirar do jogador brasileiro que tem no seu DNA a inventiva de jogo, a intuição, a criatividade, é tirar completamente o modo do nosso jogo. É fugir totalmente da nossa escola”, declarou.

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Endrick recebe defesa enfática do comentarista

Grande parte da análise foi dedicada ao atacante do Real Madrid. Isso porque o jogador permaneceu no banco durante o empate por 1 a 1 contra Marrocos na estreia da Copa do Mundo.

Casagrande questionou qual tipo de centroavante deveria ser priorizado por um treinador.

“O que um treinador prefere? Um centroavante obediente taticamente ou que parte para cima, seja agressivo e faça gols, seja decisivo?”, perguntou.

Em seguida, ele ampliou a reflexão.

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“Ele prefere um centroavante que marca o zagueiro, acompanha o lateral, ou um cara que cria jogadas para ele chutar no gol, que agride o adversário, que se movimenta, que sai para o jogo, que dá arrancadas como o Endrick sempre deu?”

De acordo com o comentarista, as principais qualidades do jovem atacante estão justamente na capacidade de improvisação, mobilidade e agressividade ofensiva.

Falta de criatividade preocupa após empate com Marrocos

Casagrande acredita que a resposta para esse problema passa por dar mais liberdade aos jogadores de frente.

“Jogador brasileiro tem que deixar a criatividade. Tem que dar liberdade para ele”, afirmou.

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Segundo o comentarista, o futebol brasileiro atravessa uma queda técnica nos últimos anos, mas ainda possui atletas capazes de decidir partidas quando recebem confiança para atuar de maneira mais espontânea.

Vinícius Júnior também entra na discussão

Além de Endrick, Casagrande citou Vinícius Júnior como outro jogador. Isso porque ele acredita que o camisa 7 deveria atuar sem tantas amarras táticas.

“Existem jogadores que precisam ser livres, ter liberdade. O Endrick é um deles. O Vinícius Júnior é outro deles.”

Sendo assim, na visão do ex-atacante, ambos deveriam ser utilizados como armas ofensivas permanentes, focados em atacar os adversários e criar situações de gol.

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“Para mim, tanto o Vinícius Júnior como o Endrick têm que jogar e com total liberdade. Pensar em só agredir, partir para cima, se movimentar de um lado para o outro, chutar no gol, agredir o adversário.”

Casagrande manda recado para Ancelotti

Durante o vídeo, Casagrande também direcionou sua mensagem ao técnico italiano. De acordo com ele, exigir disciplina absoluta de jogadores criativos pode limitar o potencial ofensivo da equipe.

“Caramba, Ancelotti. Você não pode tirar, pedir para o Endrick ser obediente 100% numa partida ou o Vinícius Júnior ser 100% obediente.”

Sendo assim, o comentarista ainda defendeu que atacantes precisam de margem para improvisar durante o jogo.

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“Deixa os caras correrem, deixa os caras pensarem, deixa os caras terem intuição de jogada.”

Ao encerrar sua análise, o ex-jogador resumiu o que considera ser a principal necessidade da Seleção neste momento.

“Uma anarquia organizada, uma irresponsabilidade responsável para um atacante é sempre motivo de elogios.”

Better Collective