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Corinthians registra prejuízo alto em 2025, mas reduz ritmo de crescimento da dívida

Balanço financeiro aponta déficit milionário, porém indica melhora no perfil das dívidas após acordos

Luiz Gustavo Moreira
No jornalismo desde 2011, já foi setorista do Botafogo e do Fluminense pelo Lance! e depois trabalhou em assessorias de imprensa. Respira esporte desde a infância e acompanha todo tipo de competição, principalmente se for de futebol, basquete ou futebol americano.
Corinthians registra prejuízo alto em 2025, mas reduz ritmo de crescimento da dívida

Osmar Stabile projeta o Corinthians forte em cinco anos (Crédito: Brazil Photo Press/Alamy Live News)

O cenário financeiro do Corinthians em 2025 evidencia um momento financeiro desafiador para o clube. De acordo com o balanço referente ao ano passado, o Timão encerrou a temporada com prejuízo de R$ 143,4 milhões, além de uma dívida bruta que alcança R$ 2,7 bilhões.

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Apesar dos números elevados, há sinais de controle no crescimento do endividamento, principalmente após medidas adotadas pela diretoria ao longo da temporada.

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Receitas não acompanham despesas operacionais

O principal fator por trás do déficit em 2025 está no desequilíbrio entre receitas e gastos. O clube registrou uma receita operacional líquida de R$ 810,1 milhões, enquanto as despesas totais chegaram a R$ 885,3 milhões.

Mesmo com entradas adicionais, como R$ 107,4 milhões provenientes de negociações de atletas, o resultado operacional foi modesto. Após ajustes contábeis, incluindo depreciações e amortizações, o déficit final atingiu o valor divulgado.

Além disso, esse cenário reforça a necessidade de equilíbrio financeiro para as próximas temporadas.

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Dívida total apresenta leve redução

Embora o déficit seja expressivo, a dívida bruta apresentou uma pequena queda em relação aos meses anteriores. O montante atual é de R$ 2,723 bilhões, abaixo dos cerca de R$ 2,8 bilhões registrados anteriormente.

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Desse total, aproximadamente R$ 2,081 bilhões correspondem às obrigações diretas do clube, enquanto R$ 642 milhões estão ligados ao financiamento da Neo Química Arena.

Renegociação com a União melhora cenário

Um dos pontos positivos no balanço foi a renegociação de dívidas tributárias. O clube firmou um acordo com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), conseguindo um desconto significativo.

A negociação permitiu abater 46,6% de uma dívida de R$ 1,2 bilhão com a União, resultando em pagamento de R$ 679 milhões. O impacto estimado foi uma redução de aproximadamente R$ 127 milhões no total da dívida.

Além disso, essa medida contribuiu para melhorar o perfil financeiro da instituição no longo prazo.

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Outros fatores influenciam o balanço

Outro elemento relevante no balanço foi a inclusão de prejuízos acumulados de anos anteriores. O clube incorporou o valor de R$ 205,5 milhões ao patrimônio líquido, ampliando o déficit total.

Além disso, o clube também aderiu a um plano coletivo de quitação de dívidas no âmbito da CNRD, o que ajudou a reorganizar parte das obrigações.

Mudanças políticas impactam gestão financeira

O período analisado também foi marcado por instabilidade administrativa. Parte do exercício financeiro ocorreu durante a gestão de Augusto Melo, que deixou o cargo após processo de impeachment.

Posteriormente, Osmar Stabile assumiu a presidência e foi confirmado no cargo. Essas mudanças influenciaram diretamente as decisões relacionadas ao Corinthians, especialmente no controle de gastos e renegociação de dívidas.

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Balanço ainda passará por aprovação

Por fim, o relatório financeiro ainda precisa ser validado pelos órgãos internos do clube. O documento será analisado pelo Conselho Fiscal, pelo Conselho de Orientação e pelo Conselho Deliberativo. Somente após essa aprovação, os números serão oficialmente consolidados.

Assim, o clube segue em busca de equilíbrio financeiro, tentando reduzir prejuízos e estruturar melhor suas contas para os próximos anos.

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