Pedro comemora o gol com time do Flamengo (Crédito: Ruano Carneiro/ZUMA Press Wire)
Uma corretora de seguros decidiu acionar a Justiça contra o Flamengo e um de seus dirigentes. A empresa tenta comprovar que participou diretamente da intermediação do contrato de patrocínio firmado com a Hapvida. O acordo comercial foi anunciado no ano passado e tem valor estimado em R$ 71,4 milhões ao longo de três temporadas.
A ação foi protocolada em abril e tem como autor Rodrigo Queiroz, representante da corretora. Segundo ele, sua atuação foi decisiva para aproximar o clube da operadora de saúde. Por isso, agora busca o reconhecimento formal de sua participação e o pagamento da comissão que entende ser devida.
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Empresa diz que participou de toda a negociação
De acordo com os autos do processo, Rodrigo Queiroz afirma ter feito a ponte entre as partes. Além disso, ele sustenta que participou de reuniões, enviou apresentações formais e acompanhou as tratativas até a assinatura do contrato.
Ainda segundo a argumentação da corretora, havia uma carta de apresentação emitida pela própria Hapvida. O representante também cita uma declaração de agenciamento como reforço de que atuou no negócio.
Com esses documentos, a empresa tenta convencer a Justiça de que teve papel relevante na concretização da parceria. Dessa forma, entende que possui direito a receber uma compensação financeira pelo serviço prestado.
Conversas com dirigente são usadas como prova
Segundo a ação, boa parte das conversas com o Flamengo aconteceu por meio do WhatsApp. As tratativas teriam sido conduzidas principalmente com Fabio Palmer, dirigente e vice-presidente do clube.
A corretora afirma que, mesmo após a assinatura do contrato, não recebeu qualquer valor referente à comissão. Diante disso, após tentativas frustradas de resolver a situação de maneira amigável, optou por recorrer ao Judiciário.
Como parte da ação, Rodrigo Queiroz solicitou acesso às conversas mantidas com o dirigente. O objetivo é fortalecer a tese de que participou ativamente da negociação.
Fabio Palmer já se manifestou no processo. Além disso, anexou mensagens nas quais há registros de conversas relacionadas ao acordo com a Hapvida.
Flamengo contesta cobrança na Justiça
Por outro lado, o Flamengo contesta a ação judicial. O clube argumenta que não deveria figurar como réu no processo e nega ter formalizado qualquer negociação direta com o representante da corretora.
Segundo a defesa rubro-negra, eventuais contatos ocorreram entre pessoas físicas e não com a instituição. Assim, o clube tenta afastar a responsabilidade jurídica sobre a cobrança.
Além disso, o Flamengo afirma que não existe contrato formal de comissão. Também sustenta que não há documento capaz de comprovar obrigação financeira com a empresa autora da ação.
Na defesa apresentada, o clube ainda ressalta que os documentos anexados pela corretora seriam insuficientes para justificar qualquer pagamento. Com isso, o caso segue em análise na Justiça.
Enquanto a disputa avança nos tribunais, o Flamengo acompanha o processo de perto. Afinal, o contrato com a Hapvida é um dos principais acordos comerciais fechados pelo clube nos últimos anos.

