Presidente do Santos, Marcelo Teixeira, discursa em apresentação de Neymar. (Foto: Ricardo Moreira/Getty Images)
O Santos apresentou um cenário financeiro complexo no fechamento de 2025. De um lado, a dívida do clube se aproxima da marca de R$ 1 bilhão. Por outro, o Peixe conseguiu elevar suas receitas a níveis superiores ao esperado, o que ameniza parcialmente o quadro.
Os dados fazem parte do balanço financeiro que será analisado pelos conselheiros em reunião na Vila Belmiro, na próxima segunda-feira. Inclusive, o Conselho Fiscal já emitiu parecer recomendando a aprovação das contas.
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Endividamento preocupa gestão
O principal ponto de atenção no relatório é o alto nível de endividamento. A dívida do Santos alcançou aproximadamente R$ 998,5 milhões, número que coloca pressão sobre a administração.
Além disso, uma parcela significativa desse valor precisa ser quitada no curto prazo. Mais de R$ 470 milhões têm vencimento em até 12 meses, o que exige planejamento financeiro rigoroso.
Enquanto isso, os compromissos de médio e longo prazo ultrapassam R$ 761 milhões. Portanto, o cenário exige cautela e controle de gastos.
Receitas crescem acima da expectativa
Apesar do passivo elevado, há um ponto positivo: a arrecadação superou as projeções iniciais. O clube registrou receitas de R$ 678,5 milhões ao longo de 2025.
Esse valor representa um crescimento expressivo em relação ao orçamento previsto, que girava em torno de R$ 423 milhões.
Assim, messmo com a dívida elevada, o desempenho financeiro em termos de entrada de recursos trouxe algum alívio.
Venda de jogadores impulsiona números
Um dos principais fatores para o aumento da receita foi a negociação de atletas. O clube arrecadou R$ 188,5 milhões com transferências, superando com folga a meta estipulada.
Além disso, outras fontes também contribuíram para o crescimento, como direitos de transmissão e o programa de sócios, que atingiu cerca de R$ 50 milhões.
Déficit menor que o previsto
Outro ponto relevante é o resultado final do exercício. O clube encerrou o ano com déficit de R$ 79,3 milhões.
Embora negativo, o número ficou abaixo da projeção inicial, que se aproximava dos R$ 90 milhões.
Portanto, a combinação entre aumento de receitas e controle parcial de despesas ajudou a reduzir o impacto financeiro.
Conselho Fiscal faz alerta
Mesmo com a recomendação de aprovação das contas, o Conselho Fiscal destacou preocupações importantes.
– Diante desse contexto, recomenda-se atenção ao controle de custos, à gestão do endividamento e à sustentabilidade financeira de médio e longo prazo, especialmente no que se refere à dependência de receitas extraordinárias, como a venda de atletas – diz o documento.

