Bruno Henrique pelo Flamengo (Crédito: Pedro H. Tesch/Getty Images)
O caso Bruno Henrique ganhou um novo capítulo na Justiça comum. Na última semana, o recurso apresentado pela defesa do atacante chegou às mãos do ministro Joel Ilan Paciornik, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
O jogador responde a um processo na Justiça do Distrito Federal por uma acusação de estelionato. A investigação aponta que o atacante teria provocado deliberadamente um cartão durante uma partida do Brasileirão de 2023, situação que teria beneficiado pessoas envolvidas em apostas.
Agora, a defesa tenta questionar a aplicação da acusação de estelionato ao jogador. Para isso, os advogados levaram o caso ao STJ depois que o processo avançou pela segunda instância.
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Ministro do STJ vai analisar recurso da defesa
Com a chegada do recurso, Joel Ilan Paciornik terá a missão de analisar os argumentos apresentados pelos advogados de Bruno Henrique. A partir disso, o ministro poderá definir os próximos passos do caso dentro do STJ.
Enquanto isso, o processo segue relacionado à Justiça comum do Distrito Federal. A defesa sustenta que a acusação de estelionato não se aplica à situação investigada.
Além disso, o jogador já recebeu uma punição na esfera esportiva pelo mesmo episódio. Em novembro do ano passado, a Justiça Desportiva condenou Bruno Henrique a 12 jogos de suspensão.
Posteriormente, porém, a punição acabou convertida em uma multa de R$ 100 mil em última instância. Dessa forma, o atacante passou a lidar com duas frentes diferentes relacionadas ao mesmo episódio: uma na Justiça Desportiva e outra na Justiça comum.
Outros envolvidos também respondem ao processo
O processo no Distrito Federal também envolve outras pessoas. Entre elas estão Wander Nunes Pinto Júnior, irmão de Bruno Henrique, Ludymilla Araújo Lima, irmã da esposa do jogador, e Poliana Ester Nunes Cardoso, prima do atacante.
Além dos três, aparecem no caso Andryl Sales Nascimento dos Reis, Claudinei Vitor Mosquete Bassan, Henrique Mosquete do Nascimento, Rafaela Cristina Elias Bassan e Max Evangelista Amorim.
Portanto, o recurso que chegou ao STJ representa mais uma etapa de uma investigação que já passou por diferentes instâncias.
Relembre o episódio envolvendo Bruno Henrique
A investigação começou a partir de um lance ocorrido na partida entre Flamengo e Santos, pela 31ª rodada do Brasileirão de 2023. O duelo aconteceu no Mané Garrincha, em Brasília, e terminou com vitória santista por 2 a 1.
Na ocasião, Bruno Henrique tentou cometer uma falta em Soteldo depois de levar uma caneta perto do escanteio. O árbitro Rafael Rodrigo Klein aplicou o cartão amarelo ao atacante.
Logo depois, Bruno Henrique se aproximou do árbitro para reclamar da marcação. O jogador chegou a ficar com o rosto próximo ao de Klein durante a discussão. Na sequência, o árbitro mostrou o cartão vermelho e expulsou o atacante.
Segundo a investigação, três casas de apostas identificaram um volume considerado anormal de movimentações relacionadas a cartões para Bruno Henrique naquela partida.
Investigação começou em novembro de 2024
A Polícia Federal e o Ministério Público iniciaram a investigação em novembro de 2024. Durante a apuração, as autoridades realizaram uma operação de busca e apreensão.
Na ação, os investigadores apreenderam o celular de Bruno Henrique e também o aparelho de Wander Nunes Pinto Júnior. Posteriormente, as autoridades analisaram conversas entre os irmãos e utilizaram o conteúdo como parte das provas apresentadas no processo.
Agora, o recurso de Bruno Henrique ao STJ coloca novamente o caso em evidência. Enquanto o ministro Joel Ilan Paciornik analisa a defesa, o atacante continua respondendo ao processo na Justiça comum do Distrito Federal.

