Home DESTAQUE Caso Bruno Henrique: recurso da defesa chega às mãos de ministro do STJ

Caso Bruno Henrique: recurso da defesa chega às mãos de ministro do STJ

Atacante do Flamengo é réu na Justiça do Distrito Federal por acusação relacionada a cartão recebido em partida contra o Santos em 2023

Luiz Gustavo Moreira
No jornalismo desde 2011, já foi setorista do Botafogo e do Fluminense pelo Lance! e depois trabalhou em assessorias de imprensa. Respira esporte desde a infância e acompanha todo tipo de competição, principalmente se for de futebol, basquete ou futebol americano.
Caso Bruno Henrique: recurso da defesa chega às mãos de ministro do STJ

Bruno Henrique pelo Flamengo (Crédito: Pedro H. Tesch/Getty Images)

O caso Bruno Henrique ganhou um novo capítulo na Justiça comum. Na última semana, o recurso apresentado pela defesa do atacante chegou às mãos do ministro Joel Ilan Paciornik, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

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O jogador responde a um processo na Justiça do Distrito Federal por uma acusação de estelionato. A investigação aponta que o atacante teria provocado deliberadamente um cartão durante uma partida do Brasileirão de 2023, situação que teria beneficiado pessoas envolvidas em apostas.

Agora, a defesa tenta questionar a aplicação da acusação de estelionato ao jogador. Para isso, os advogados levaram o caso ao STJ depois que o processo avançou pela segunda instância.

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Ministro do STJ vai analisar recurso da defesa

Com a chegada do recurso, Joel Ilan Paciornik terá a missão de analisar os argumentos apresentados pelos advogados de Bruno Henrique. A partir disso, o ministro poderá definir os próximos passos do caso dentro do STJ.

Enquanto isso, o processo segue relacionado à Justiça comum do Distrito Federal. A defesa sustenta que a acusação de estelionato não se aplica à situação investigada.

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Além disso, o jogador já recebeu uma punição na esfera esportiva pelo mesmo episódio. Em novembro do ano passado, a Justiça Desportiva condenou Bruno Henrique a 12 jogos de suspensão.

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Posteriormente, porém, a punição acabou convertida em uma multa de R$ 100 mil em última instância. Dessa forma, o atacante passou a lidar com duas frentes diferentes relacionadas ao mesmo episódio: uma na Justiça Desportiva e outra na Justiça comum.

Outros envolvidos também respondem ao processo

O processo no Distrito Federal também envolve outras pessoas. Entre elas estão Wander Nunes Pinto Júnior, irmão de Bruno Henrique, Ludymilla Araújo Lima, irmã da esposa do jogador, e Poliana Ester Nunes Cardoso, prima do atacante.

Além dos três, aparecem no caso Andryl Sales Nascimento dos Reis, Claudinei Vitor Mosquete Bassan, Henrique Mosquete do Nascimento, Rafaela Cristina Elias Bassan e Max Evangelista Amorim.

Portanto, o recurso que chegou ao STJ representa mais uma etapa de uma investigação que já passou por diferentes instâncias.

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Relembre o episódio envolvendo Bruno Henrique

A investigação começou a partir de um lance ocorrido na partida entre Flamengo e Santos, pela 31ª rodada do Brasileirão de 2023. O duelo aconteceu no Mané Garrincha, em Brasília, e terminou com vitória santista por 2 a 1.

Na ocasião, Bruno Henrique tentou cometer uma falta em Soteldo depois de levar uma caneta perto do escanteio. O árbitro Rafael Rodrigo Klein aplicou o cartão amarelo ao atacante.

Logo depois, Bruno Henrique se aproximou do árbitro para reclamar da marcação. O jogador chegou a ficar com o rosto próximo ao de Klein durante a discussão. Na sequência, o árbitro mostrou o cartão vermelho e expulsou o atacante.

Segundo a investigação, três casas de apostas identificaram um volume considerado anormal de movimentações relacionadas a cartões para Bruno Henrique naquela partida.

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Investigação começou em novembro de 2024

A Polícia Federal e o Ministério Público iniciaram a investigação em novembro de 2024. Durante a apuração, as autoridades realizaram uma operação de busca e apreensão.

Na ação, os investigadores apreenderam o celular de Bruno Henrique e também o aparelho de Wander Nunes Pinto Júnior. Posteriormente, as autoridades analisaram conversas entre os irmãos e utilizaram o conteúdo como parte das provas apresentadas no processo.

Agora, o recurso de Bruno Henrique ao STJ coloca novamente o caso em evidência. Enquanto o ministro Joel Ilan Paciornik analisa a defesa, o atacante continua respondendo ao processo na Justiça comum do Distrito Federal.

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