O Cruzeiro foi condenado pela Justiça a pagar R$ 13 milhões ao zagueiro Léo, que deixou o clube em 2021, e atualmente esta na Chapecoense. O jogador ficou no elenco do Cruzeiro por 11 anos, de 2010 a 2021 e agora cobra o valor milionário em atrasos saláriais e valores não pagos.
Segundo publicação do Globoesporte.com, o juridico do Cruzeiro pode recorrer da decisão da Justiça. O total do valor é de salários e FGTS não repassados, aliado a um acordo feito entre ambas as partes pela rescisão contratual feita em 2021, o que foi descumprido pelo clube celeste.
Os quase R$ 13 milhões são divididos em salários atrasados e verbas descritas no acordo, na casa dos R$ 9,6 milhões, FGTS que não depositado, na casa de R$ 1,03 milhão, indenização sobre o FGTS, em R$ 313 mil, e multa por não ter pago o acordo, na casa dos R$ 1,9 milhão.
SAF do Cruzeiro não é responsabilizada pelo débito
Vale destacar que, segundo a sentença do juiz do caso, publicada pelo Globoesporte.com, a SAF do Cruzeiro, comprada por Ronaldo Fenômeno, não é responsabilizada pelo débito. Além disso, o clube ainda tem o deferimento de Recuperação Judicial, que suspende as execuções.
“Cabe registrar, para que não se alegue omissão, que a SAF poderá ser responsabilizada no futuro, sendo facultado ao reclamante sua inclusão no polo passivo da demanda depois de decorrido o prazo de seis anos, de forma subsidiária, ou caso se verifique fraude em repasses dela ao 1º réu (associação), nessa hipótese deforma solidária, nos exatos termos da Lei nº 14.193/2021”, aponta a sentença.
Com isso, mesmo que Léo ganhe até mesmo no recurso enviado pelo Cruzeiro, ele deve entrar em um plano de pagamento a ser definido pelo Cruzeiro junto aos credores no futuro.

