Comandando um programa repleto de provocações e debates descontraídos, Benja segue defendendo o “futebol raiz” em seus discursos. Dessa forma, o apresentador do Arena SBT criticou a forma que alguns colegas da imprensa estão tentando converter o futebol em algo difícil de ser compreendido pelos torcedores. Em sua visão, termos como “box-to-box” e “zonas estéreis” não condizem com o esporte mais popular do mundo.
“Tem uma ala de jornalistas que querem transformar o futebol em ‘futebolês de Harvard’. Eles querem usar termos que, na minha opinião, são tão ridículos que chega a ser engraçado. Tava vendo um jogo não faz um mês e o cara mandou no meio da transmissão que o jogador não estava conseguindo fazer nada nas zonas estéreis do campo. Zonas estéreis do campo! Uma clássica é a flutuação na paralela cheia. O que é uma flutuação na paralela cheia? Os atacantes precisam jogar espetados, o volante que faz o box-to-box…”, iniciou Benja no programa Tutti na Área, no Youtube.
Neste cenário, Benja elegeu os únicos dois programas que levam o futebol de uma forma mais atraente para o público. Além da atração que se encontra na grade do SBT, o comunicador apontou que o “Jogo Aberto”, da Band, busca ter uma linguagem mais popular. Enquanto isso, Neto, que virou seu desafeto, acabou sendo deixado de lado, mesmo que “Os Donos da Bola” se encaixe no perfil mencionado.
“Não tem mais programas com brincadeiras. Tem dois programas que zoam pra caralh* mesmo, que é o Arena SBT e o da Renata Fan, na Band, Jogo Aberto. O resto, não (zoam).“, afirmou.
Benja reprova seriedade de programas esportivos
Na sequência, Benja destacou que sempre vai procurar uma linguagem mais divertida em seu trabalho, cenário que faz ligação com o futebol. Sendo assim, ele criticou programas em que os profissionais utilizam roupas formais e discutem balanços financeiros.
“Eu faço futebol para o povo. Não vou falar que meu time foi reativo ou precisa ser proativo. Não vou falar que precisa de amplitude, jogo posicional, marcação espelhada… os caras analisam gráficos, balanços… isso é importante para o clube e não para o torcedor. Por que a pessoa está de blazer para comentar futebol? Por que tenho que estar com uma cara emburrada para falar de futebol? Qual o problema de zoar um cara porque o time dele perdeu? Eu brinco demais, é óbvio. Para mim, futebol é entretenimento.“, pontuou o apresentador.

