Mesmo lidando com uma forte pressão da torcida, Leila Pereira segue adotando uma postura cautelosa no Palmeiras. Confiante que o atual elenco possui capacidade para conquistar títulos, a presidente, até o momento, não deu o aval para a chegada de mais reforços após as contratações de Richard Ríos e Artur, cenário que vem causando uma série de críticas.
Analisando o atual momento do Palmeiras, PVC lançou uma provocação sobre a postura do clube. Deixando de lado o comportamento passado de contratar “pacotes” de reforços e gastar fortunas, a diretoria vem realizando contratações pontuais e apostando na base, fórmula que, além de gerar vendas lucrativas, também está resultando em títulos. Em contrapartida, os rivais tiveram uma conduta mais agressiva, mas não chegaram perto do Verdão no número de conquistas.
“Acho que está faltando agressividade (no mercado), mas tem uma ponderação contrária, que é uma provocação. De 2020 pra cá, o São Paulo contratou 23 jogadores, o Corinthians contratou 29, o Santos contratou 26 e o Palmeiras contratou 18. O Palmeiras ganhou nove títulos, o Corinthians não ganhou nenhum, o Santos não ganhou nenhum e o São Paulo ganhou um. Tem esse outro lado. Como diria Fernando Carvalho: ‘Torcedor não tem que ir para o aeroporto comemorar contratação, tem que ir para o aeroporto comemorar títulos’. Mas isso coloca em risco os títulos, sem dúvidas“, disse PVC no programa De Primeira, do UOL Esporte.
Neste ano, o Palmeiras desembolsou R$ 45 milhões por Artur e R$ 6 milhões por Richard Ríos. Pregando responsabilidade nos gastos, a direção não avançou no interesse por Allan, Walace e Wendel, algo que pode se repetir com Aníbal Moreno e Santiago Hezze.
“Não vou dizer que não teremos reforços até o final da janela. Digo que estamos trabalhando, mas só vamos fazer o que for consciente.”, afirmou Anderson Barros, diretor de futebol do Palmeiras, ao blog de PVC no UOL Esporte.

