A demissão de Bruno Lage do comando do Botafogo teve o ‘dedo’ dos jogadores do clube, que se manifestaram contrários à decisões tomadas pelo treinador. Tal posição fez o grupo de atletas ter uma proximidade ainda mais elevada com a cúpula do futebol, em especial o acionista majoritário da SAF, John Textor
O GE relata que partiu de uma conversa dos líderes do elenco do Glorioso com o empresário parte da decisão de demitir Lage. Os atletas comunicaram ao dirigente a sua insatisfação com o fato de Tiquinho Soares ter ficado na reserva contra o Goiás, na segunda-feira (2) e outros problemas de relacionamento com o técnico.
Apesar de tal conversa, a demissão foi menos ‘do elenco’ do que uma decisão da SAF. Mas tal deu força para que alguns pedidos dos atletas fossem atendidos, como o de Joel Carli fazer parte da comissão técnica interina a ser comandada por Lúcio Flávio no restante do Brasileirão Série A.
Esta aceitação de tais pedidos pode ser enxergada, segundo o portal, como ‘voto de confiança’ dado por Textor aos atletas na participação das decisões a serem tomadas dentro do clube. Mas ao mesmo tempo que tal ‘aval’ foi aceito pelo dirigente, houve também um aumento da responsabilidade dos atletas para reverter a atual fase do time na temporada e recolocá-lo nos trilhos da briga pelo título.
Na conversa com Textor, segundo o portal, os atletas do Botafogo se comprometeram a tentar estancar a série de resultados negativos do Glorioso e também a ajudar a nova comissão técnica em sua missão de trazer estabilidade no restante da temporada e deixar de lado as recentes turbulências do time.

