Técnico receberá bolada milionária do Santos (Crédito: Raul Baretta/ Santos FC)
O Santos enfrenta um momento delicado fora de campo. Além dos desafios esportivos, o clube agora precisa lidar com um impacto financeiro significativo após a saída de Juan Pablo Vojvoda, ao mesmo tempo em que mantém uma disputa ativa com Pedro Caixinha na Fifa.
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Rescisão de Vojvoda gera novo rombo no orçamento
A demissão do treinador argentino gerou uma obrigação imediata para o clube. O valor da rescisão foi fixado em R$ 9.041.400,39, conforme já estabelecido em contrato. A decisão pela saída ocorreu após o revés por 2 a 1 diante do Internacional, na última quarta-feira, pelo Brasileirão, acelerando o fim do vínculo que iria até o final da temporada.
Além disso, o pagamento será feito de forma parcelada, o que impacta diretamente o planejamento financeiro do segundo semestre. Portanto, mesmo diluído, o custo segue sendo relevante dentro do orçamento atual.
Outro ponto importante envolve a saída completa da comissão técnica. Cinco profissionais também deixaram o clube, gerando despesas adicionais — ainda que menores — dentro do pacote de desligamento.
Caso Caixinha segue na Fifa e preocupa bastidores
Por outro lado, a situação envolvendo o técnico português adiciona ainda mais complexidade ao cenário. A disputa relacionada à rescisão de Pedro Caixinha segue ativa na Fifa e pode trazer consequências severas.
Demitido em abril do ano passado, o treinador cobra o valor integral da multa rescisória, estipulada em 2 milhões de euros, além de encargos. O montante total gira em torno de R$ 15 milhões.
O clube, por sua vez, tentou negociar um acordo parcelado. No entanto, o português não aceitou flexibilizar os termos. Com isso, o caso foi oficialmente levado à entidade máxima do futebol.
Risco de punição volta ao radar
Diante desse impasse, o Santos volta a conviver com um risco conhecido: o transfer ban. Inclusive, essa possibilidade reacende um alerta interno, já que o clube enfrentou situação semelhante recentemente.
Na ocasião, a punição foi aplicada por conta de pendências na negociação do zagueiro João Basso. Para reverter a sanção, o clube desembolsou cerca de R$ 15 milhões ao Arouca, de Portugal, no fim de fevereiro.
Consequentemente, um novo bloqueio poderia comprometer o planejamento esportivo, especialmente no que diz respeito à inscrição de jogadores.
Somando os custos com a rescisão de Vojvoda, a disputa envolvendo Pedro Caixinha e o pagamento de salários da nova comissão técnica, o clube se vê obrigado a reorganizar suas finanças.

