Oscar morreu aos 68 anos depois de se sentir mal (Credit Image: © William Volcov/ZUMA Wire/ZUMAPRESS.com)
Morreu, aos 68 anos, o ex-jogador de basquete e ídolo Oscar Schmidt. O ex-jogador teve um mal-estar na tarde desta sexta-feira e foi levado para o Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA). O local era próximo de onde ele morava, em Alphaville. Já em parada cardiorrespiratória (PCR) no caminho, Oscar chegou à unidade já sem vida.
O Mão Santa deixou a mulher de dois filhos, além de um grande legado e toda uma vida dedicada ao basquete. Pelos clubes por onde passou, e muito mais pela seleção brasileira onde sempre teve uma relação especial.
Família lamenta morte em nota
Em nota, a família de Oscar lamentou a morte e fez questão de lembrar de toda a sua carreira de sucesso. Conforme a nota, o velório será restrito aos familiares e amigos próximos.
“É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete mundial e uma figura de imenso significado humano e esportivo. Ao longo de mais de 15 anos, Oscar enfrentou com coragem, dignidade e resiliência a sua batalha contra um tumor cerebral, mantendo-se como exemplo de determinação, generosidade e amor à vida.
Reconhecido por sua trajetória brilhante dentro das quadras e por sua personalidade marcante fora delas, Oscar deixa um legado que transcende o esporte e inspira gerações de atletas e admiradores no Brasil e no mundo. A despedida se dará de forma reservada, restrita aos familiares, em respeito ao desejo da família por um momento íntimo de recolhimento.
Os familiares agradecem, sensibilizados, todas as manifestações de carinho, respeito e solidariedade recebidas, e solicitam a compreensão de todos quanto à necessidade de privacidade neste momento de luto. Seu legado permanecerá vivo na memória coletiva e na história do esporte, assim como no coração de todos que foram tocados por sua trajetória.”
Lenda do basquete mundial
Nascido em Natal (RN), em 16 de fevereiro de 1958, Oscar demonstrou desde criança a sua capacidade de jogar basquete. Ao longo de mais de duas décadas nas quadras, foram quase 50 mil pontos, muitos deles, não computados.
Oscar foi considerado um dos maiores jogadores brasileiros e do mundo em todos os tempos, mesmo sem ter atuado na NBA. Inclusive, Oscar foi nomeado um dos 50 Maiores Jogadores de Basquete pela FIBA (Federação Internacional de Basquete) em 1991.
Em 2010, o Hall da Fama da FIBA o reconheceu como um dos membros por seus serviços prestados em jogos internacionais.
O ídolo brasileiro chegou a ser o maior pontuador da história do basquete, com 49.973 pontos, mas LeBron James quebrando esse recorde, em 2024. No entanto, Oscar segue como o maior cestinha da história dos Jogos Olímpicos, com 1.093 pontos. Nesta competição, esteve cinco vezes seguidas, entre os anos de 1980 e 1996.
Momento marcante pela seleção
Seu auge na seleção brasileira de basquete, sem dúvidas, foi nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis. O Brasil encarou a forte seleção norte-americana, dona da casa, e Oscar comandou a vitória brasileira por 120 a 115. O jogo ficou marcado como a primeira derrota dos EUA em casa na competição.
A partir de então, a seleção dos EUA passou a utilizar jogadores da NBA em torneios internacionais. Ainda pela seleção, o lendário camisa 14, seu número da sorte desde Indianápolis, marcou 7.693 pontos. Vestiu a camisa do Brasil em 326 partidas oficiais, entre os anos de 1977 e 1996.
Oscar foi ídolo de Flamengo e Corinthians
Ao longo de sua trajetória nos clubes, Oscar Schmidt, então, também acumulou conquistas relevantes, mostrando consistência e protagonismo em diferentes momentos da carreira.
Com passagens marcantes por várias agremiações, o destaque ficou por conta de suas atuações por Corinthians e Flamengo, clubes com as maiores torcidas do país.
Inicialmente, pelo Corinthians, ele conquistou o título do Campeonato Brasileiro em 1996. A conquista marcante ficou marcada entre os torcedores corintianos.
Posteriormente, já em outra fase, o ala brilhou com a camisa do Flamengo. Com o Maracanãzinho lotado, protagonizou inúmeros jogos inesquecíveis, principalmente contra o rival Vasco, uma potência da modalidade na época.
Pelo Flamengo, garantiu o bicampeonato do Campeonato Carioca de basquete nos anos de 1999 e 2002. Assim, se tornou ídolo da maior torcida do Brasil de vez. Depois, encerrou a carreira no esporte e foi se dedicar em outra área.

