Presidente da CONMEBOL Alejandro Domínguez. Foto: Brazil Photo Press/Alamy Live News
A eliminação do Paraguai para a França nas oitavas de final da Copa do Mundo não diminuiu o reconhecimento pela campanha da equipe comandada por Gustavo Alfaro. Logo após a derrota por 1 a 0, o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, elogiou a atuação paraguaia e aproveitou para provocar a seleção francesa.
Em declarações publicadas pelo jornalista costa-riquenho Kevin Jiménez, o dirigente afirmou que a França encontrou muito mais dificuldades do que previa para garantir a classificação. Além disso, destacou que o Paraguai conseguiu competir de igual para igual contra um dos principais favoritos ao título.
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Presidente da Conmebol diz que França “pediu a hora”
Ao analisar a partida, Alejandro Domínguez afirmou que esperava mais da seleção francesa. Segundo ele, o desempenho da equipe europeia mostrou que o Paraguai conseguiu equilibrar o confronto durante praticamente todo o jogo.
“É uma boa seleção, sem dúvida, mas não é tudo isso que dizem. Pelo menos hoje, eu a vi pedindo a hora.”
Na sequência, o presidente da Conmebol reforçou a crítica ao comportamento da França durante os minutos finais da partida.
“Isso me surpreende, porque em uma Copa do Mundo é preciso deixar tudo em campo.”
Dirigente destaca atuação do Paraguai
Apesar da eliminação, Domínguez afirmou que a seleção paraguaia deixou uma imagem positiva no Mundial. Para ele, a equipe expôs fragilidades da França e mostrou que pode competir em alto nível contra qualquer adversário.
“O time perdeu, mas não foi derrotado. Também mostrou muitas fragilidades da França. Não vi aquela equipe fantástica de que todos falavam.”
O dirigente também fez questão de reconhecer o trabalho desenvolvido por Gustavo Alfaro desde que assumiu o comando da seleção.
“É mérito do Alfaro, dos jogadores e de todo um país. É um continente inteiro que acredita que pode competir em alto nível.”
Gustavo Alfaro também elogiou o Paraguai
Na entrevista coletiva, Gustavo Alfaro adotou um discurso semelhante ao de Alejandro Domínguez. O treinador afirmou que o Paraguai conseguiu dificultar a vida da França e lembrou que os europeus precisaram lutar até os minutos finais para confirmar a classificação.
“Os jogos da França costumavam ser decididos em 60 minutos. Hoje, se não fosse aquele pênalti, eles não conseguiriam abrir vantagem. Por isso comemoraram tanto e terminaram fazendo cera. Eles sabem o quanto sofreram para vencer.”
O técnico também comparou a trajetória recente das duas seleções e ressaltou a evolução do Paraguai.
“Essa França foi campeã do mundo em 2018 e vice em 2022. Nós voltamos a disputar uma Copa depois de 16 anos. Competir da maneira como competimos me enche de orgulho, principalmente por tudo o que enfrentamos ao longo do caminho.”
Por fim, Alfaro voltou a destacar o significado da campanha para o futebol paraguaio e afirmou que pretendia transformar a participação no Mundial em um marco para o país.
“Vamos enfrentar jogadores que brigam pela Bola de Ouro e pela artilharia histórica do Mundial. Nós temos garotos que não conheceram seus pais. Eu queria tentar uma revolução no Paraguai. Queria chegar mais longe, por isso saio com essa dor.”

