5 vezes que o futebol transcendeu os campos por causa da religião

Futebol e religião não se discute? Muitos unem ambos e mostram que pode dar certo

Matheus Camargo
Colaborador do Torcedores.com.

Crédito: Divulgação/Site Oficial da SPFL

Rivalidade, formação de atletas, poder, representatividade e até música. Futebol e religião tem uma história juntos e, no Dia Mundial da Religião, o Torcedores.com lista abaixo 5 situações em que ambos estiveram lado a lado, tendo dado certo ou não.

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Old Firm
O maior clássico da Escócia é recheado de rivalidade muito por conta da história de fundação dos clubes. O católico Celtic e o protestante Rangers exercem a inimizade desde a criação de ambos, o que gera até hoje um clima nada hospitaleiro naquele que é, para muitos, o maior clássico do Reino Unido.

Visão Celeste
O clube foi comprado por pastores e mudou totalmente o objetivo de uma equipe de futebol. Com a formação de jogadores como foco, os proprietários, todos ligados à igreja evangélica, pregam a todos os atletas, que tiveram boa participação na Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2019.

Quem chega e quem sai dos clubes?

 

Ligação com a Juventus?
Um dos boatos mais fortes da Itália é de que o Vaticano é o real dono de ninguém menos que a Juventus, maior campeão do país e clube que briga por títulos europeus.

O assunto sempre é comentado e abre discussões sobre a real força da igreja católica no mundo, mas não passa de uma ligação de fatos que se transformou em um grande boato. A grande realidade é que a Juventus pertence à família Agnelli, que é dona da montadora Fiat. Acontece que o Vaticano, que tem uma série de investimentos, é um dos sócios minoritários da empresa, o que gerou a criação dessa “fofoca”.

Desafio muçulmano na Copa
A Copa da Rússia trouxe à tona um desafio para todos os jogadores muçulmanos que estiveram presentes no torneio. Sete países eram majoritariamente muçulmanos na competição e se planejaram com um cardápio diferente em relação às outra seleções, já que a Copa foi disputada em pleno Ramadã, período de jejum dos fiéis.

Com isso, a Copa do Mundo de 2018 foi chamada de “A Copa mais muçulmana da história”, o que foi encarado como uma conquista para os torcedores muçulmanos, que nunca foram tão representados em uma competição internacional de futebol.

Divina inspiração
A última história é muito mais cômica, mas terminou de forma trágica. Marcelinho Carioca, ídolo do Corinthians, e Amaral, com passagem de sucesso pelo Palmeiras, lançaram na década de 90 o grupo de pagode Divina Inspiração, com a ideia de interpretar canções de pagode gospel. O problema é que após alguns meses o grupo acabou e os outros músicos que faziam parte do conjunto colocaram o atleta do Corinthians na justiça por falta de pagamento.

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