Assim como Ocon, outros 6 pilotos se ausentaram da F1 por um ano; veja

Problemas de patrocínio, falta de acordo salarial e baixo desempenho. Confira os principais motivos dos anos sabáticos desses competidores

Yuri Bascopé
Colaborador do Torcedores

Crédito: Beto Issa/GP Brasil de F1

O francês Esteban Ocon retorna à Fórmula 1 nesta temporada, após passar um ano inteiro assistindo as corridas do lado de fora. Com a chegada de Lance Stroll à Racing Point em 2019, o piloto ficou sem vaga e encontrou abrigo como piloto reserva da Mercedes. Porém, para a sua sorte, a Renault resolveu lhe dar mais uma oportunidade. Esse fato não é inédito na história da categoria. Veja alguns pilotos que também tiraram férias forçadas, antes de retornarem para a F1.

1 – Alain Prost

Chega até a ser loucura pensar que alguém do naipe de Alain Prost ficou fora da F1 por um ano, mas isso realmente aconteceu! Depois de passar maus bocados com Ayrton Senna na McLaren, o francês migrou para a Ferrari em 1990. Só que a lua de mel com a escuderia italiana durou pouco. Após uma temporada frustrante em 1991, Prost perdeu a cabeça e criticou publicamente o carro.

Os chefões da Ferrari não gostaram nem um pouco da atitude do francês e o dispensaram antes da última corrida do ano, na Austrália. Prost ainda recebeu uma grana para ficar em casa em 1992. Em 1993, Prost retornou à categoria pela Williams, conquistou mais um título mundial e se aposentou de vez.

2 – Nigel Mansell

Nigel Mansell foi outro campeão mundial que tirou férias forçadas da categoria máxima do automobilismo mundial. Após conquistar o título de 1992 com seis corridas de antecipação, o Leão exigiu um salário maior a Frank Williams para renovar o seu contrato. O chefe de equipe, que já tinha a carta de Alain Prost na manga, recusou a oferta do inglês. Dois GP’s mais tarde, Mansell anunciou a sua retirada. O seu destino foi a Fórmula Indy, onde foi campeão em 1993 pela Newmann/Haas Racing.

Só que o afastamento de Mansell da F1 durou pouco, e o piloto retornou em 1994 para algumas participações na própria Williams. Pilotando o carro que era de Ayrton Senna, ele venceu a prova da Austrália. Em 1995, o Leão assinou com a McLaren, fez duas corridas e se aposentou de vez.

3 – Felipe Massa

Quem acompanhou por cima a longa carreira de Felipe Massa na Fórmula 1, pode nem se lembrar que o brasileiro já esteve no olho da rua. Massa estreou na F1 em 2002, e teve uma temporada cheia de altos e baixos. Com vários erros no currículo e a recusa da ordem de equipe de deixar Nick Heidfeld passar no GP da Alemanha, Massa não teve o seu contrato renovado para 2003 e foi substituído por Heinz-Harald Frentzen. Restou para o piloto passar um ano como piloto de testes da Ferrari.

Em 2004, Peter Sauber ligou para Massa e mandou um “oi sumido” e o piloto fez as pazes com os suíços. A parceria durou até o fim de 2005, quando Massa foi efetivado como piloto principal da Ferrari, onde ficou até 2013. Em 2014, Massa migrou para a Williams e encerrou a sua carreira na escuderia inglesa em 2017.

4 – Takuma Sato

Takuma Sato fez a sua estreia na Fórmula 1 em 2002, bancado pela Honda, que fornecia motores para a Jordan. Assim como Massa, Sato mostrou uma boa velocidade, porém como a Jordan passaria a ter a Ford como fornecedora de motores em 2003, a permanência do japonês com os britânicos não fazia mais sentido.

Desta maneira, a Honda realocou Sato como piloto de testes da BAR em 2003. A reviravolta em sua carreira veio com a demissão de Jacques Villeneuve no fim da temporada. Sato reestreou na categoria no GP do Japão do mesmo ano, permanecendo na equipe até 2005. Em 2006, ele migrou para a Super Aguri, onde correu até 2008.

5 – Jacques Villeneuve

Assim como Prost e Mansell, Jacques Villeneuve foi outro campeão mundial que ficou a pé. Melhor do mundo em 1997, o canadense fundou a BAR em 1999 junto com seu empresário, Craig Pollock, onde permaneceu até 2003. Sem conseguir repetir os dias de glória de sua fase na Williams, Villeneuve deixou a equipe no fim de 2003.

Sem contrato, Villeneuve resolveu tirar o ano de 2004 para descansar. Porém, faltando três corridas para o fim da temporada, ele foi chamado pela Renault para substituir o italiano Jarno Trulli. O desempenho não foi muito bom e o canadense não conseguiu marcar um ponto sequer. Mesmo assim, a Sauber lhe ofereceu um contrato de dois anos, que acabaram sendo um e meio, já que Villeneuve deixou a categoria após o GP da Alemanha de 2006, sendo substituído por Robert Kubica.

6 – Nico Hülkenberg

Com títulos na Fórmula BMW, Fórmula 3, A1GP e GP2, Nico Hülkenberg desembarcou com moral na F1 em 2010, pela Williams. O ano de estreia do alemão foi bom para um novato, e ele chegou a marcar uma pole position improvável em Interlagos. Porém, a Williams já começava a passar por problemas financeiros e optou por contratar Pastor Maldonado para a temporada seguinte. O venezuelano trazia uma grana importante da petrolífera PDVSA.

Sem lugar na categoria, Hülkenberg foi para a Force India ser piloto de teste. Ele foi efetivado como piloto titular em 2012, quando Adrian Sutil teve alguns problemas com a justiça. Em 2013, Hülk migrou para a Sauber por um ano, mas retornou para a equipe indiana, onde ficou até 2016. Na temporada seguinte, a Renault contratou o alemão, que ficou na escuderia até 2019.

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