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Histórico: Arábia Saudita tem a sua primeira árbitra de futebol

A Arábia Saudita conheceu a sua primeira árbitra de futebol, mesmo sob fortes sanções à inclusão das mulheres no futebol

Luis Fernando Filho
Jornalista formado, 23 anos, e fanático pelo futebol bem jogado para além das quatro linhas.

Crédito: Divulgação

O futebol na Arábia Saudita, aos poucos, começa por um processo obrigatório de inclusão feminina dentro dos esportes. Inclusive, com o país tendo a primeira árbitra de futebol.

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O país que é reconhecidamente conservador nos hábitos e costumes, vive grande pressão internacional para que as mulheres não sejam mais proibidas de jogar futebol.

Dessa forma, uma ala de mulheres vêm desenvolvendo a Liga Nacional feminina na Arábia Saudita. O início desse processo já revelou boas notícias.

A profissional Al Ghamdi se consagrou como a primeira árbitra da Arábia Saudita, justamente no momento em que as mulheres lutam por igualdade na sociedade local.

Além disso, a árbitra estuda literatura literatura inglesa, mas também concilia os estudos com o amor pela arbitragem- um sonho de criança.

“Desde criança sou fã de futebol. Sempre gostei de acompanhar todos os detalhes do jogo e não entendi por que o árbitro sempre foi responsabilizado por tudo. Por isso quero ser um deles”, afirmou Al Ghamdi.

O apoio dos pais na formação da árbitra saudita

A árbitra, de apenas 22 anos, revelou que teve o apoio dos pais em relação ao futebol, algo não muito comum dentro da Arábia Saudita, devido o conservadorismo.

“Eles sempre acreditaram em mim e me incentivaram a ser o que eu queria ser. Tenho muito orgulho de como eles me apoiaram e me educaram”, lembrou.

Al Ghamdi apita os jogos da Liga das Mulheres de Jeddah, desde outubro de 2019 e pretende seguir na carreira, na tentativa de incluir mais mulheres no esporte.

Além disso, a árbitra estreitou o relacionamento com os setores de arbitragem da FIFA, inclusive, participando das reuniões da cúpula.

Apesar da existência da Liga das Mulheres de Jeddah, os clubes e o próprio torneio ainda não são considerados profissionais.

Mesmo assim, a saudita acredita que o caminho é de progresso nesse sentido, e admite que luta para apitar uma Copa do Mundo nos próximos anos.

“O nosso país está agora a dar-nos muito apoio e não podemos negá-lo. Com 22 anos faço o que mais gosto, sendo árbitro. E toda vez que vou a um estádio de futebol como amador, me sinto única. É uma sensação maravilhosa ver e animar ao vivo as equipes que sempre acompanhei na televisão”, diz orgulhosamente sobre o futuro das mulheres no esporte dentro da Arábia Saudita.

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