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Bruno Henrique fala em “dor para sempre” na véspera de completar um ano da tragédia do Ninho

Em coletiva de imprensa da manhã desta sexta-feira (7), atacante lamenta data negativa e explica “pré-temporada” do Flamengo no Estadual

Patrick Monteiro
Repórter do Torcedores com passagens por: jornal O Fluminense (Niterói/RJ) e diário Lance. Comentarista e narrador na extinta Rádio Fluminense AM 540, onde apresentou os programas "Futebol Internacional" e "Jornada Esportiva". Ex-colunista do site Chelsea Brasil. Cobriu, in loco, a Copa do Mundo FIFA 2014, incluindo a grande final (Alemanha x Argentina), entre outros eventos, como Rio Open de tênis, Copa Brasil de Vela e Conmebol Libertadores.

Crédito: Divulgação/Alexandre Vidal/Flamengo

Na véspera de completar um ano do incêndio que deixou dez meninos mortos no Ninho do Urubu, Bruno Henrique foi o escolhido para falar com a imprensa. Questionado sobre o tema, o atacante lamentou a dor eterna dos familiares das vítimas,  nesta sexta-feira (7), no CT do Flamengo.

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“Vai ser uma dor para sempre. Completa um ano amanhã e a gente sabe que a melhor forma de tentar amenizar um pouco essa dor que vai ser carregada para sempre é entrando em campo e vencendo. Só assim a gente consegue amenizar um pouco. Creio que o Flamengo tem pessoas competentes para lidar com essa situação fora de campo, dar o suporte para entramos em campo. Só assim irá amenizar um pouco essa dor dessa tragédia”, disse.

Em campo, os torcedores já começaram a ver novidades. Pedro (Fiorentina/ITA), Gustavo Henrique (Santos), Thiago Maia (Lille/FRA), Michael (Goiás), Thiago (Náutico), Pedro Rocha (Cruzeiro) e Léo Pereira (Athletico Paranaense) foram contratados para a temporada 2020. Bruno continua vendo o Rubro-Negro em “outro patamar”.

“Com certeza. Flamengo investiu. Isso é bom. Ano passado tínhamos jogadores que não conseguiam, às vezes, jogar jogos decisivos. Conseguimos, com outros jogadores, suprir essa necessidade. É outra visão de trabalho, outro respeito que as equipes vão ter com jogadores contratados. Jogadores que estão super bem à vontade, querem ajudar a gente esse ano. Então, estamos no caminho certo”, considerou.

A permanência do ex-Santos no Rio de Janeiro se deu pelos títulos conquistados e a preferência de toda a família do atleta: “Por tudo que aconteceu comigo em 2019 e com todos os jogadores. Recebi propostas melhores para sair, melhores do que ficar. Conversei com a família e decidi ficar. Muitos clubes europeus não têm a estrutura que o Flamengo tem. Pesou mais a vontade de ficar. Agradeço ao Flamengo. As negociações aconteceram super tranquilas. Meu desejo de ficar falou mais alto. Foi minha vontade”, contou.

Bruno Henrique revelou surpresa dele e dos companheiros ao saberem que entrariam em campo contra o Resende, na última segunda-feira (vitória por 3 a 1 no Maracanã). Até então, uma equipe alternativa, sem os que estiveram no Mundial de Clubes, representava o Flamengo no Campeonato Carioca.

“A gente ficou até surpreso quando ele (Jorge Jesus) falou que iríamos jogar na segunda-feira. Mas ele sabia que a gente poderia estar em campo com a programação super bem tranquila para a gente poder estar bem, e ele falou para nos preparamos bem”, destacou o atacante, antes de dizer que “o ‘mister’ deixou bem claro que a pré-temporada seria os jogos do Estadual”.

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