Fora dos planos e treinando separado, Berrío não quer deixar o Flamengo por conta do salário

Atacante tem contrato até dezembro com o Flamengo

Wilson Pimentel
Colaborador do Torcedores

Crédito: Alexandre Vidal /Flamengo

Orlando Berrío não faz mais parte dos planos do Flamengo para esta temporada. O atacante, que não foi relacionado pelo técnico Jorge Jesus para as partidas contra o Resende e Madureira pelo Campeonato Carioca, tem contrato até o fim da temporada com o clube.

O Torcedores.com apurou que desde a última semana o jogador vem treinando em separado do elenco e em horários alternativos no Centro de Treinamentos George Helal. Ele está cumprindo à risca a programação de treinos elaborados pela comissão técnica. O plano de atividades inclui corridas em volta do campo e trabalho na academia do Ninho do Urubu. Enquanto isso, o Flamengo busca de clubes interessados em contratar o colombiano.

Na última sexta-feira houve uma reunião entre o empresário, Néstor Villareal, e a diretoria do Flamengo para tentar decidir o futuro do atleta. No encontro realizado em um hotel na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, o agente ouviu do vice-presidente de futebol do Flamengo, Marcos Braz, e do diretor executivo do futebol, Bruno Spindel, que Berrío está liberado para procurar outro clube. Afinal, com a contratação de Pedro Rocha, o jogador dificilmente seria utilizado pelo técnico Jorge Jesus nesta temporada. A decisão, em princípio, não garante que Berrío será negociado. O atacante ficará afastado do elenco até que o episódio ganhe novos capítulos. No entanto, o empresário do jogador espera um documento oficial do clube confirmando sua dispensa.

Pedidos para não deixar o Flamengo e choro fazem parte da situação de Berrío

Na última sexta-feira, houve uma rodada de negociações. Porém, Berrío ainda não se convenceu de que chegou ao fim o seu ciclo no Flamengo. O colombiano indicou que não deixaria o clube para receber um salário menor em outro lugar. O desejo de não querer deixar de vestir a camisa rubro-negra também envolve questões pessoais. Afinal, a sua família está totalmente adaptada ao Rio de Janeiro. Primeiro, Berrío recebeu uma proposta de R$ 175 mil por mês e um contrato até o final do ano com o Coritiba. Em princípio, todas as partes estavam de acordo para concluir o negócio. Quando o documento estava aos cuidados do departamento jurídico rubro-negro para redigir o contrato, houve a reviravolta. O colombiano não concordou com os termos propostos pelo clube paranaense para o pagamento das premiações por metas atingidas ao longo da temporada. Logo depois, o jogador recusou a oferta e sequer deu abertura para uma contraproposta alviverde.

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Pouco tempo depois, o Cerro Porteño apareceu, e a possibilidade de ir para o Paraguai mexeu com o jogador e seus familiares. Segundo o empresário ouvido pela reportagem, este representante do clube paraguaio, os valores oferecidos foram superiores em relação a oferta do Coritiba. Com isso, o agente embarcou para o Rio de Janeiro com o sentimento de que fecharia a transação. No entanto, saiu do avião com a notícia de que o atacante havia desistido da negociação. Todas as partes ficaram insatisfeitas. De acordo com relatos de funcionários do departamento de futebol do Flamengo, Berrío chegou a chorar após voltar atrás na decisão. Afinal, ele mais uma vez sinalizou que não gostaria de deixar o clube.

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Por último, o Flamengo recebeu uma proposta para negociar Berrío com o Tijuana. Os mexicanos ofereceram
US$ 2 milhões (R$ 8 milhões) par adquirir os direitos econômicos do atleta. A diretoria rubro-negra, no entanto, gostou da oferta, mas Berrío não escondeu o descontentamento com o salário apresentado. Além disso, ele ficou irritado com uma cláusula que exigia a participação em 80% dos jogos do clube na temporada. Orlando Berrío nunca viveu com números expressivos desde que foi contratado pelo Flamengo em 2017. Contudo, por causa do alto salário, o clube não consegue negociá-lo. A gestão Eduardo Bandeira de Mello pagou R$ 16 milhões para adquirir seus direitos econômicos junto ao Atlético Nacional, da Colômbia. Pelo Rubro-negro, ele entrou em campo 79 vezes e marcou sete gols.

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