Deputado detona CBF por conduta em meio à pandemia: “grave problema de liderança”

Pedro Paulo (DEM-RJ) avaliou que entidade tem condições de transferir mais dinheiro aos clubes, em meio à pandemia

Octávio Almeida Jr
Jornalista graduado pela Universidade da Amazônia (UNAMA), 27 anos.Repórter de campo pela Rádio Unama FM em duas finais de Campeonato Paraense (anos 2016 e 2017).

Crédito: Lucas Figueiredo/CBF

Relator do projeto clube-empresa, o deputado federal Pedro Paulo (DEM-RJ) criticou a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pela forma como lidera o futebol do país, paralisado desde março em virtude da pandemia do coronavírus.

Até aqui, a entidade repassou R$ 200 mil para cada time da Série C, R$ 120 mil para os times da Série D, da Primeira Divisão do Futebol Feminino e Federações de Futebol. A CBF ainda transferiu R$ 50 mil para os times que disputam a Segunda Divisão do Futebol Feminino.

Além disso, oficializou dois auxílios-financeiros para os profissionais da arbitragem. Os valores, entretanto, são abaixo do que a CBF pode oferecer, de acordo com o parlamentar.

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“Entramos nesta crise e a cadeia produtiva do futebol foi desligada tanto em meio a problemas graves de endividamento dos clubes quanto de um grave problema de liderança. Vai minha crítica ao papel da CBF, que ofereceu às agremiações uma quantia inferior ao que lucrou em 2019”, disse Pedro Paulo.

A declaração foi proferida na live “O Novo Marco Civil Regulatório do Futebol”, promovida pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). De acordo com o deputado, falta mais organização aos clubes do futebol brasileiro.

“Vemos em países como Espanha, Alemanha e França, clubes coordenados como ligas. Em todo lugar no qual o futebol é um bom negócio, há uma organização em liga, com os clubes tendo uma visão mais profissional, até mesmo para definir questões como patrocínios, cotas de TV’s”, prosseguiu Pedro Paulo.

“Financeiramente, o Campeonato Brasileiro está mais próximo ao Campeonato Turco e ao Campeonato Russo”, acrescentou.

Pedro Paulo também sinalizou qual deve ser o novo panorama do futebol. “Já era importante uma reformulação das regras do futebol, que é todo arcabouço trabalhista de legislação”, disse.

“O futebol tem uma série de particularidades que precisam ser revistos, como a modificação de contratos com entidades esportivas”, finalizou.

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