Em busca de clube, Carlos Eduardo guarda Grêmio no coração e se encanta ao falar da torcida: “Cada jogo no Olímpico era um show”

Torcedores.com publica entrevista exclusiva realizada com o meia-atacante Carlos Eduardo

Eduardo Caspary
Jornalista formado pela PUCRS em agosto de 2014. Dupla Gre-Nal.

Crédito: Foto: Mauro Vieira/RBS

Muitos times conheceram o inferno em 2007. Mesmo sem um elenco brilhante tecnicamente, de jogadas refinadas e de grandes craques renomados no futebol, a equipe gremista daquela temporada soube como usar a torcida a favor e fez da força do Estádio Olímpico um trunfo para grandes campanhas, como o título gaúcho e o vice da Libertadores, que teve no ainda jovem atacante Carlos Eduardo uma grata surpresa.

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Já se passaram mais de 12 anos daquela trajetória, mas o jogador ainda guarda bem vivo na memória os “shows” que a torcida gremista dava a cada jogo dentro de casa.

“Naquele ano, o nosso time era muito unido e nós viramos algumas partidas por causa da torcida. Pra falar de 2007 sempre temos que lembrar que a nossa torcida dava show a cada jogo nosso no Olímpico. Quando estávamos em campo, nós dávamos o máximo e a torcida vinha junto, nos apoiando muito”, relembrou em entrevista ao Torcedores.com.

Caxias, pelo Gauchão, São Paulo e Defensor, pela Libertadores, foram alguns dos clubes que não suportaram a pressão e receberam a virada de placar no Olímpico. O Boca, este sim, passou ileso e voltou fazer 2×0 depois de já ter ganho de 3 na Bombonera, ficando com a taça da maior competição da América naquele ano.

“No primeiro jogo daquela final contra o Boca nós estávamos bem em campo, mas até tomar o primeiro gol. Depois vacilamos bastante durante a partida e complicou. Mas é claro que o Boca tinha uma grande equipe e o Riquelme, pelo que jogou, fez toda a diferença”, acrescentou.

Com o tricolor no coração, Carlos Eduardo tem planos de seguir a carreira

Aposta do técnico Mano Menezes para aquele ano, Cadu não apenas recompensou a escolha com bom futebol como encheu os cofres do clube ao ser vendido por 8 milhões de euros ao Hoffenheim, da Alemanha. De lá, ainda jogou no Rubin Kazan, da Rússia, estando na lista de suplentes para a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul.

Durante todo esse tempo, ele revela ter recebido propostas para voltar ainda na gestão do presidente Paulo Odone, que esteve por último entre 2011-2012 no clube.

“O Grêmio foi onde tudo começou. A minha história dentro do futebol eu devo muito ao tricolor por tudo que o clube me proporcionou. É uma camisa que vai estar sempre no meu coração”, colocou.

Ex-jogador de outros clubes como Flamengo, Atlético-MG, Vitória e Paraná, o meia, atualmente com 32 anos, está sem time desde que saiu do Coritiba no meio do ano passado. Mas quer voltar a fazer o que mais gosta:

“Tenho planos em voltar sim e já tenho algumas coisas se alinhando para isso. Logo eu estarei em campo fazendo o que mais amo que é jogar e estar feliz”, concluiu.

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