Ídolo do Corinthians foi eleito vereador no mesmo ano em que foi campeão paulista; relembre

Biro-Biro dividiu carreira no futebol com o cargo público

Matheus Camargo
Colaborador do Torcedores

Crédito: Acervo CMSP

O ex-jogador Biro-Biro, ídolo do Corinthians, tem uma passagem curiosa na carreira. Já no fim de sua passagem pelo clube que defendeu por dez temporadas e se transformou em personagem amado, o volante decidiu se candidatar para o cargo de vereador.

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O ano era 1988 e o Corinthians havia acabado de ser campeão paulista ao bater o Guarani na decisão. Uma pesquisa então apontou que Biro-Biro, folclórico ídolo do Timão, se tornou voto de protesto para várias pessoas para a eleição do fim do mesmo ano, mesmo não tendo absolutamente nada a ver com política.

Foi então que Paulo Maluf, então líder do PDS, convenceu Vicente Matheus, presidente do clube, a conversar com Biro-Biro para que a brincadeira se tornasse realidade nas eleições do dia 15 de novembro.

O volante não gostou da ideia e levou o convite a amigos e familiares, que o convenceram. Biro então foi para as urnas e acabou eleito com mais de 39 mil votos.

“Como vereador, fui um perna-de-pau. Eu nem queria sair candidato. Política não tinha nada a ver comigo”, revelou o ex-volante em entrevista recente ao site da Câmara Legislativa de São Paulo.

Biro-Biro seguiu no cargo mesmo fora do Corinthians. Contratado pela Portuguesa, pedia licenças de um mês para atuar pela Lusa enquanto perdia votações e não conseguia participar de reuniões importantes na Assembleia.

“A cada seis meses eu pedia licença de um mês para poder me dedicar ao time. Queria continuar jogando até o final da minha carreira. Só no final comecei a frequentar mais e participar das votações”, revelou o ex-volante, que deixou o PDS antes do fim do mandato após divergências e foi para o PMDB.

O jogador se aproximou do campo político mesmo com a má participação como vereador. Tentou se eleger deputado há poucos anos, mas não foi escolhido. O ídolo do Corinthians ainda trabalhou vários anos como assessor parlamentar.

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