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“Organizadas têm o poder de revolucionar, formam um tsunami social”, diz líder de torcidas do Brasil

Grupos de torcedores organizados se juntaram em manifestações pelo Brasil no último fim de semana. Para Alex ‘Minduim’, presidente da Anatorg, isso mostra a força do futebol na política

Rafael Brayan
Estudante de jornalismo. Colaborador especialista e editor-plantonista do Torcedores.Twitter: @rafaelbrayan_

Crédito: Pam Santos/Fotos Públicas

O último domingo (31) foi marcado pelas manifestações das grandes Torcida Organizadas do Brasil em movimento contra o fascismo pelas ruas do país. As atividades reuniram torcedores de Palmeiras, Corinthians, Santos e São Paulo, chamando a atenção pela união de rivais do futebol em um assunto político, o que acabou sendo alvo de críticas.

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Na visão de Alex ‘Minduim’, presidente da Associação das Torcidas Organizadas, isso mostra a força dos grupos de futebol em assuntos políticos. “As Organizadas tem o poder de revolucionar o Brasil se elas quiserem, a questão é fazer com que elas compreendam e saibam usar essa força, o movimento das Torcidas Organizadas representa a 3° maior força Social do Brasil, perdendo somente para os movimentos religiosos, sindicais e movimentos sociais”, disse o líder da Anatorg.

O que foi feito neste fim de semana pode ter sido apenas o começo. A força das Torcidas Organizadas tem a força para efeitos ainda maiores, de acordo com Alex. “As Organizadas do Brasil e do mundo podem destituir um Presidente da República se quiserem, destituem presidentes de clubes se quiserem pelo poder da mobilização”, comentou. “Organizadas formam um tsunami social”.

“As torcidas tem que perceber que os dirigentes, federações, confederações, parlamentares e mídia só consegue reinar em suas pautas se caso houver divisões entre elas, enquanto houver isso, pra esses atores que estão a à frente dessas instituições será vantajoso”, criticou o líder das torcidas organizadas.

Apesar de ter chamado a atenção nas manifestações do último domingo, a união entre torcedores rivais não é novidade. Isso é o ponto central da Anatorg, que quer politizar ainda mais as organizadas como grupos sociais e gerar a união para debater assuntos importantes dentro e fora das arquibancadas.

“Os torcedores organizados já estiveram juntos por várias ocasiões em pautas pontuais. Isso não é novidade pra ninguém, a questão é fazer valer essa unidade pra obter força dentro dos parlamentos das cidades, dos estados e do país”, comentou Alex, que ainda criticou a posição da imprensa na divulgação das ações dos grupos.

“A imprensa tem o interesse dela em vender notícias, as torcidas devem ter o mesmo interesse nessa unidade pois geram empregos, auxiliam a população de baixa renda e trabalho com inclusão com a juventude, isso tudo, tendo um representante legítimo dentro do parlamento é potência na certa!”, concluiu.

Depois das manifestações do último fim de semana, Alex ‘Minduim’ afirmou que os torcedores não irão parar. O próximo encontro está marcado para o próximo dia 7 (domingo). Embora o Governo de São Paulo tenha afirmado que haverá um controle para não haver embates entre grupos de anti-fascistas e apoiadores de Bolsonaro, a reunião, segundo o líder das organizadas, acontecerá nas mesmas ruas e em 14 Estados do Brasil, “defendendo o estado democrático no nosso país”.

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