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Paysandu é condenado a pagar R$ 510 mil para Bruno Veiga; veja detalhes da sentença

Clube alviceleste vive imbróglio judicial com o jogador Bruno Veiga

Octávio Almeida Jr
Jornalista graduado pela Universidade da Amazônia (UNAMA), 28 anos.Repórter de campo pela Rádio Unama FM em duas finais de Campeonato Paraense (anos 2016 e 2017). Repórter no site Torcedores.com desde 2018.

Crédito: Reprodução/Paysandu

O Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (TRT8) condenou o Paysandu, em primeira instância, a pagar exatos R$ 510.313,70 ao atacante Bruno Veiga. O valor é referente a multas, salários, acidente de trabalho e direito de imagem. A decisão, entretanto, cabe recurso. O valor inicial da causa era de R$ 1.117.792,20.

Em sentença publicada no dia 20 de junho, o juiz titular da 17ª Vara do Trabalho de Belém, Carlos Rodrigues Zahlouth Júnior, decidiu parcialmente a favor do atleta.

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Veja a seguir os pontos de divergência entre Bruno Veiga e Paysandu:

1- Direito de imagem

Bruno Veiga alega que os ganhos referentes a direito de imagem atrasaram em alguns meses. O Paysandu, por sua vez, argumenta que o pagamento de direito de imagem tem natureza cível e não trabalhista. Ou seja, não se inclui ao salário. O TRT8 decidiu a favor do atleta.

2- Rescisão de contrato

A defesa do jogador declara que a demissão ocorreu sem justa causa. O Paysandu contesta e afirma que a dispensa ocorreu de forma antecipada. O órgão judiciário, novamente, entendeu que Bruno Veiga tem razão.

3- Direitos econômicos

Segundo o documento, Paysandu e Bruno Veiga firmaram acordo de R$ 200.000,00 pelo vínculo em definitivo (inicialmente, o atleta veio por empréstimo, em 2014. Mas voltou em 2016). O clube, entretanto, pagou R$ 50.000,00. O TRT decidiu que a diferença, R$ 150.000,00, seja paga ao jogador.

4- Acidente de trabalho

Em 2016, Bruno Veiga teve uma séria lesão no ombro e ficou seis meses impedido de jogar. A contusão ocorreu durante um treinamento. No imbróglio judicial, o jogador avalia que houve acidente de trabalho e que o Paysandu é responsável pela contusão, já que ela aconteceu nas estruturas do clube.

O Papão argumenta que, na época, tinha um seguro de vida contratado para atender aos jogadores. O juiz Carlos Rodrigues Zahlouth Júnior, contudo, entendeu que houve acidente de trabalho.

5- Seguro acidente de trabalho. Indenização substitutiva

Bruno Veiga ainda cobrou R$ 390.000,00 como valor do seguro acidente de trabalho. Isso porque, como empregado, ele recebia R$ 30.000,00 por mês. O valor cobrado, portanto, é a somatória dos salários no ano, mais o 13° salário. O Paysandu argumentou que, na época, tinha um seguro de vida contratado. O TRT8 decidiu a favor do clube.

Trajetória do jogador

Bruno Veiga defendeu o Paysandu Sport Club em duas oportunidades. No ano 2014, ele foi contratado, por empréstimo, junto ao Fluminense. Naquela temporada, foi vice-campeão da Série C pelo time paraense, onde ficou até 2015.

Em 2016, voltou ao clube assinando um contrato de três anos. Entretanto, não correspondeu às expectativas e encerrou o vínculo sendo emprestado ao Cuiabá.

No Paysandu, Bruno Veiga acumula dois títulos estaduais (2016 e 2017) e uma Copa Verde (2016). Além disso, fez 17 gols em 48 jogos, conforme dados do site OGOL.

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