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Crise atrapalha e projeto de centralização do VAR será adiado para 2021

Leonardo Gaciba lamentou paralisação do projeto

Matheus Camargo
Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), colaborador do Torcedores.com desde 2016, radialista na Paiquerê 91,7.

Crédito: Lucas Figueiredo /CBF

A ideia da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) de centralização do árbitro de vídeo (VAR) em apenas um local e não de uma equipe para cada partida está paralisada por conta da crise na pandemia do novo coronavírus.

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Em entrevista concedida ao Globoesporte.com, Leonardo Gaciba, chefe de arbitragem da CBF, lamentou a paralisação do projeto.

“Hoje o projeto está parado”, revelou o ex-árbitro.

“A nossa intenção era testar a centralização ao longo do Brasileirão deste ano para implantar o uso definitivamente na edição de 2021. Mas a pandemia atrasou tudo. Porque fizemos investimento em equipamentos eletrônicos e todos são feitos fora do Brasil. Mas as fábricas pararam a produção e a importação está prejudicada pela crise.”

Foi realizado um teste no país ainda antes da pandemia do novo coronavírus, em janeiro, na decisão da Supercopa do Brasil entre Flamengo x Athletico Paranaense.

A primeira utilização foi elogiada pela CBF, mas problemas com os fornecedores e a incerteza quanto ao retorno do futebol atrapalharam e adiaram a ideia para o ano que vem.

“Isso não é simples. São em média três meses pra conseguir o licenciamento pra instalar a rede e passar a fibra ótica nos estádios. Projetamos um custo de aluguel de fibra ótica no país em torno de R$ 300 mil por mês, fora o investimento na estrutura da central. Estamos de mãos atadas”, lamentou Gaciba.

Ainda segundo o ex-árbitro e chefe da pasta na entidade, os ganhos com a nova ideia seriam técnicos e melhorariam o uso do VAR no futebol brasileiro.

“O grande ganho não é econômico, é técnico. Com todas as equipes no Rio de Janeiro teremos agilidade em relação à velocidade das decisões da equipe de VAR durante a transmissão”, admitiu.

“A central também vai permitir que os árbitros treinem mais. Quem treina mais, acerta mais. Outra vantagem é agilizar a avaliação do trabalho dos árbitros de vídeo.”

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