Enquete: Palmeiras foi injusto ao dispensar Fernando Prass?

Goleiro foi símbolo de uma reconstrução do clube palestrino, mas acabou sendo dispensado no ano passado

Cido Vieira
Jornalista em formação, e apaixonado por futebol desde criança. No Torcedores.com, trabalho como setorista do Botafogo e futebol nordestino

Crédito: Cesar Greco - Ag. Palmeiras - Divulgação

Após sete temporadas vestindo a camisa do Palmeiras, o goleiro Fernando Prass foi surpreendido ao final de 2019 ao receber a notícia da diretoria alviverde que não teria o seu contrato renovado. A decisão da cúpula diretória do Verdão dividiu opiniões e não agradou boa parte da torcida que tinha o goleiro, hoje com seus 42 anos, como ídolo, e um personagem importante na remontada que o clube deu nos últimos anos.

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Contratado pelo Verdão em dezembro de 2012, Prass não se esquivou de disputar uma Série B do Brasileirão, após passagem expressiva pelo Vasco, e se consolidou como titular absoluto na equipe. Dois anos mais tarde, ele se consolidou ainda mais no status de personagem querido pela torcida palestrina ao brilhar no título da Copa do Brasil contra o Santos, onde converteu o pênalti decisivo que garantiu o tri do Verdão na competição.

No ano seguinte, Prass ainda brilharia contra o arquirrival Corinthians, contra quem defendeu três penalidades em sua passagem pelo clube alviverde.

MÁGOAS

Meses após sua saída do Palmeiras, o goleiro quebrou o silêncio e admitiu ter mágoa da postura da diretoria palestrina, principalmente para com Alexandre Mattos, ex-diretor de futebol do clube paulista.

“Muitas vezes as pessoas confundem e acham que fiquei chateado porque não renovei. Não, nada disso. Se o Palmeiras quer me dar um ano de contrato e 10 anos para o Jailson, 20 anos para o Weverton, não tem problema nenhum. Cada um tem seu contrato. Eu nunca procurei saber do contrato dos outros”, disse.

“Só que em duas oportunidades, na reta final do ano, quando eu fui questionar sobre minha situação, o que eu ia fazer, fui perguntar e não obtive resposta. Já era sabido que um de nós dois iria sair. O Palmeiras queria abrir espaço para os goleiros mais novos. Meu empresário conversou com o então diretor esportivo e ele negou veementemente que tinha uma definição. Ele disse que iria decidir junto com a comissão técnica sobre com qual dos dois ele iria renovar. Pela vontade dele, ele disse que os dois renovariam. E a gente viu que não era isso. Fazia mais de um ano praticamente que já tinha um acordo selado”, comentou Fernando Prass.

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