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Tite vê técnicos brasileiros “defasados” e avalia como positiva a concorrência com estrangeiros

Tite ainda lembrou que, nos últimos 20 anos, quatro técnicos brasileiros foram campeões mundiais

Danielle Barbosa
Jornalista. Escrevendo para o Torcedores desde 2014.

Crédito: Lucas Figueiredo/CBF

O técnico Tite participou do programa Bola da Vez, da ESPN, e falou sobre a concorrência entre técnicos brasileiros e estrangeiros que ganhou força com o sucesso de Jorge Jesus no Flamengo e Sampaoli no Santos em 2019. Para o comandante da seleção brasileira, essa competição é ‘inevitável’, mas também é ‘boa e sadia’.

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Tite ainda admitiu que existe, atualmente, uma defasagem no estudo do futebol no Brasil, mas reforçou que esse cenário já dá indícios de mudança, e citou a importância da ‘CBF Academy’ nesse processo.

“Nós estamos defasados em algum tempo em relação a estudar futebol. Estamos, sim! Mas estamos também evoluindo e retomando esse tempo. Por que estou falando isso? Hoje é obrigatório a formação do técnico pela CBF Academy. E isso é fundamental! E eu falei obrigatório! Tem que estudar sim! Não adianta eu falar de intensidade se meus treinos metodologicamente não transportarem a isso. Não adiante eu falar em uma fase defensiva de 4-4-2 se eu não souber implantar essa situação”, disse Tite.

“Essa evolução já está acontecendo. Olhem os campeonatos, não só da Série A, mas da Série B também. O grau de dificuldade e o nível de organização que as equipes estão tendo. Não é à toa que o Cruzeiro está passando dificuldades”, completou o comandante da seleção brasileira.

CONCORRÊNCIA COM ESTRANGEIROS:

Para Tite, a competitividade entre técnicos brasileiros e estrangeiros é sadia e importante para a evolução do futebol no país. “(A presença de estrangeiros) Significa competitividade, elevação de qualidade e desafios que todos nós temos. Existe algo positivo na concorrência. E é bom que isso aconteça. Que as pessoas possam elevar cada vez mais esse processo de evolução. Essa competição é inevitável. E é boa e sadia.”

“Às vezes se coloca o jovem contra o experiente, teve o momento do jovem em que o experiente não servia mais. Aí teve o contrário. Tem o estudante contra o ex-atleta, o nacional contra o estrangeiro… E para mim não existe esse tipo de conflito, existe a qualificação profissional. Existe a capacidade de desenvolver grandes trabalhos”, acrescentou.

Tite ainda lembrou que, desde 2000, cinco técnicos sul-americanos foram campeões mundiais de clubes, com destaque para os quatro brasileiros. “É bem verdade sim que nós estamos defasados em estudar e ter uma metodologia, mas também é verdade e há de se reconhecer que desde o ano 2000 tivemos 5 sul-americanos campeões mundiais de clubes. E 4 são brasileiros e só um não é, o Bianchi. Paulo Autuori, eu, Abel Braga e Oswaldo de Oliveira. Então também respeito uma qualificação em cima de experiência, autodidata ou de cursos que não são padronizados”, completou.

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