Villani vê situação “desumana” em Palmeiras jogar após surto de Covid-19 no elenco: “Que campeonato é esse?”

Narrador evitou fazer análise da partida entre Palmeiras x Goiás

Bruno Romão
23 anos, estudante de Jornalismo, amante da escrita, natural de Campina Grande (PB) e um completo apaixonado por futebol. Contato: bruno.romao.nascimento@gmail.com

Crédito: Reprodução

Após o duelo entre Goiás x Palmeiras, Gustavo Villani lamentou o fato da partida não ter sido adiada. Isso porque o clube paulista teve que lidar com um surto de Covid-19 no elenco, e entrou bastante desfalcado na partida. Sendo assim, o profissional da Rede Globo evitou fazer uma análise tática da partida, e apenas constatou o fato do Brasileirão estar seguindo normalmente com outros clubes também constatando uma série de testes positivos.

“Vou falar o quê? Que o Palmeiras perdeu o jogo? O Goiás está na dele, ganhou, jogava em casa, com um a mais desde os 37 do primeiro tempo… Agora, o Palmeiras, que não perdia há nove jogos, veio desse jeito, um ‘catadão’. ‘Tem jogo, tô passando aí na sua casa. Arruma a chuteira’. É um time que não treina junto, uma molecada pela primeira vez no time de cima, uma pressão enorme. Já não tem torcida, repórter, tudo muito limitado, e mais ainda para eles em campo. Então, hoje eu vou deixar para o Lino, porque não tem análise, não tem lógica, não tem argumento. O Palmeiras tem um grupo de 31 jogadores e foi para Goiânia com 13. Isso é bizarro, desumano“, declarou no programa “Troca de Passes”.

SITUAÇÃO DE TRABALHAR COM SURTOS DE COVID-19 NOS CLUBES

Além disso, Villani seguiu o desabafo e afirmou que os fatos dos jogos acabam ficando em segundo plano mediante a situação. Portanto, revelou que não está desfrutando do trabalho como deveria.

“O Goiás foi a vítima da primeira rodada. O Palmeiras é a vítima da 22ª, mas semana passada foi o Santos. O Vasco também está arrebentado para pegar o São Paulo. O Galo… Que campeonato é esse? Eu me sinto um batedor de carimbo, porque me divertir mesmo, prestar atenção na análise tática e técnica dos meus colegas, não dá. Fica tudo muito comprometido. A gente está cumprindo com compromissos do futebol. Agora, bola mesmo, não tem. Ela está pequenininha, e não dá nem para cobrar dos caras”, completou.

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