Jogador do Paysandu tem número particular vazado e clube pode ir à justiça

Serginho foi expulso e deixou o time bicolor com um jogador a menos, no clássico diante do Remo

Octávio Almeida Jr
Jornalista graduado pela Universidade da Amazônia (UNAMA), 27 anos.Repórter de campo pela Rádio Unama FM em duas finais de Campeonato Paraense (anos 2016 e 2017).

Crédito: Jorge Luiz/ascom Paysandu

O meio-campista Serginho vive dias complicados após ser expulso no duelo entre Remo e Paysandu que terminou 3 a 1 para o time azulino, no último domingo (20), no estádio Mangueirão.

Logo após o fim do clássico paraense, o jogador teve o número particular vazado por uma página relacionada ao clube alviceleste.

A publicação afirma que o meio-campista “está boicotando” o time bicolor. Após contato do Torcedores, o Paysandu afirmou, em nota oficial, que “o jurídico já está tomando as providências cabíveis”.

Serginho ainda desativou o perfil no Instagram após ter a conta invadida por internautas. A esposa do meio-campista, Bárbara Flora, relatou que também foi ameaçada.

“Eu como esposa não vou aceitar quem vier aqui xingar e ameaçar, até porque isso é crime e vocês podem ser responsáveis por isso!”, exclamou.

Vazamento é passível de sanção jurídica

Advogado cível consultado pela reportagem, Gabriel Mota explicou que vazar um contato pessoal sem autorização é crime.

“O vazamento é crime com certeza porque número de Whatsapp, número telefônico, e-mail, tudo isso é considerado algo pessoal”, iniciou.

“Vazar essas informações sem autorização, tem tipificação criminal, só que é branda. É um crime, mas na prática, gera uma pena mínima”, prosseguiu.

De acordo com Mota, a conduta pode resultar em punições. “Gera praticamente só uma multa, ou uma prestação pecuniária, ou uma prestação de serviço à comunidade. É algo mais leve, não chega a gerar uma prisão”, explicou.

“Mas o que acontece é que, desse vazamento, pode gerar outros crimes como calúnia, injúria, difamação. Ou seja, numa corrente podem aparecer outros crimes que são mais perigosos”, finalizou.

Companheiro de time defende Serginho

Outro jogador do Paysandu, o meio-campista Philippe Guimarães avaliou que Serginho está sendo perseguido injustamente.

“O julgamento em cima dele é absurdo. Somos profissionais. Pais de família.  Trabalhamos de segunda a segunda e vamos passar Natal e Ano Novo trabalhando. Nós trabalhamos em cima disso para não ter erro. Acontece”, avaliou PH, em entrevista coletiva realizada nesta segunda-feira (21).

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“O jogo mexe com nosso emocional. Um atleta não pode ser julgado do jeito que está sendo julgado o Serginho”, completou.

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