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Paulo Nobre provoca e diz que Ceni foi “fundamental” na Copa de 2002: “Se não fosse ele, quem iria pegar Gatorade para o Marcos?”

Paulo Nobre elegeu o gol mais bonito e o mais emocionante que já viu do Verdão, e surpreendeu ao apontar o jogo inesquecível que presenciou

Danielle Barbosa
Jornalista. Escrevendo para o Torcedores desde 2014.

Crédito: Divulgação/Palmeiras

O ex-presidente do Palmeiras, Paulo Nobre, nunca deixou passar uma oportunidade de brincar e provocar os rivais do time Alviverde. Em entrevista ao canal ‘Os Bocca Palmeiras’, no YouTube, Nobre aproveitou para cutucar Rogério Ceni, ex-goleiro e ídolo do São Paulo, ao eleger o gol mais bonito que já viu do Verdão.

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Para Paulo Nobre, o gol marcado por Alex no clássico ‘Choque-Rei’ no Torneio Rio-SP de 2002, quando o Palmeiras venceu o São Paulo por 4 a 2, é o gol mais bonito. O lance contou com dois chapéus do ex-camisa 10, sendo um deles justamente em cima de Rogério Ceni, antes de mandar a bola para o fundo das redes.

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“Tiveram vários gols bonito. Teve aquele p… golaço do Diego Souza do meio de campo. Mas o gol que o Alex fez no Morumbi, aquela sequência de chapéus, inclusive, no goleiro do São Paulo, que era super rival nosso. A gente pode falar o que quiser, mas ele era um bom goleiro e foi fundamental na Copa do Mundo de 2002. Se não fosse ele, quem iria pegar Gatorade para o Marcos? Pensa nisso. Tem que valorizar. Ele foi super importante. Era o terceiro goleiro, mas era um parceirão do Marcos e pegava Gatorade toda vez que ele estava com sede. Tenho o maior respeito por ele. Era um baita goleiro. Não chegou a ser um Marcos, mas foi um grande goleiro. O Alex ter feito aquele gol chapelando ele… aquilo foi uma pintura. Não foi um gol”, avaliou Paulo Nobre.

Ao eleger o gol mais emocionante e que mais comemorou, Nobre surpreendeu ao citar um gol marcado contra o Corinthians no Paulistão de 1986. “O gol que eu mais comemorei foi na semifinal do Campeonato Paulista de 1986. A gente tinha perdido o primeiro jogo para o Corinthians e precisava ganhar o segundo jogo e empatar na prorrogação. O Palmeiras jogou em cima do Corinthians, mas não conseguia marcar. Aos 42 minutos do segundo tempo, o Mirandinha chutou uma bola, ela foi quicando e passou por cima do pé do jogador do Corinthians.”

“Eu estava tão louco, mas tão louco, que eu caí três degraus da arquibancada do Morumbi, que é alta. Eu pulava, eu caia. Aquele gol do Mirandinha foi, de longe, o que eu mais comemorei na minha vida inteira. Aquele gol ninguém apaga”, contou o ex-mandatário do Verdão, relembrando ainda que após a classificação para a final, o clube acabou perdendo o título para a Inter de Limeira.

Outras respostas de Paulo Nobre:

TÍTULO MAIS EMOCIONANTE E O MAIS MARCANTE:

— Nada na minha vida vai superar o de 12 de junho de 1993 [Palmeiras conquistou o Paulistão diante do Corinthians após 17 anos sem títulos].Eu fui ao meu primeiro jogo em 1997. Eu era exatamente o ‘filho do jejum’, porque o Palmeiras havia conquistado o último título em 1976. Eu passei a minha infância inteira, a adolescência, o colegial e a faculdade… todos os times eram campeões, menos o Palmeiras. Eu tinha a sensação de que eu era o culpado do Palmeiras não ter conquistado um título. Aquilo pra mim era pesado e sofrido. Ter conquistado contra o nosso grande rival, de 4 a 0, e ter sido o meu primeiro título aos 25 anos, nada vai superar.

— Agora, um título que pra mim foi uma emoção muito grande, porque eu sentia o peso do Palmeiras nunca ter conquistado uma Libertadores, foi em 1999. Aquela Libertadores, eu lembro que quando eu comece a rever no dia seguinte, eu tive um acesso de choro. Eu estava carregado. A Libertadores de 99 teve uma importância, em matéria de emoção, muito grande. Todos os títulos são emocionantes.

JOGO INESQUECÍVEL:

— Tiveram vários jogos inesquecíveis. Eu vou sair do óbvio, que seria o jogo de 12 de junho de 1993. [O jogo mais inesquecível] Foi Palmeiras x Santos, 1 a 1, no Pacaembu, em 1977. Foi a primeira vez que eu entrei em um estádio. Eu fiquei absolutamente emocionado. Eu já era fanático pelo Palmeiras. Eu tinha 9 anos na época e foi a primeira vez que eu fui em um estádio.

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