Thiago Neves revela que cogitou parar de jogar futebol: “Quase fiquei em depressão”

Thiago Neves contou com apoio dos amigos para superar fase difícil

Bruno Romão
24 anos, jornalista formado pela Universidade Estadual da Paraíba, amante da escrita, natural de Campina Grande e um completo apaixonado por futebol. Contato: bruno.romao.nascimento@gmail.com

Crédito: Reprodução

Em entrevista ao canal “Pilhado“, Thiago Neves revelou que quase entrou em depressão por conta do processo de separação com sua esposa. Sendo assim, o momento conturbado fora dos gramados piorou ainda mais a situação do meia, já que em 2019 o Cruzeiro lutava contra o rebaixamento e existia uma grande pressão da torcida por conta do péssimo desempenho do Brasileirão. Desmotivado, o atleta cogitou abandonar o futebol.

“A Marcela (esposa) é minha base. Quando eu perdi isso, fiquei sem rumo, sem vontade de fazer as coisas. Sem ânimo para treinar e jogar. Eu tinha tudo, depois que eu perdi, fiquei sozinho. Achei que era dono do mundo. ‘Sou o Thiago Neves, eu mando em BH’. Mas o que eu posso falar hoje para a molecada, e tem muito moleque empolgado, não cheguei agora no futebol e nem cai de paraquedas. A família é a base de tudo. Vai separar para viver uma coisa por um pequeno período? Aventura que pode jogar a carreira no lixo? Quase fiz isso com a minha em seis meses… Falo por mim, me arrependi muito das coisas que eu fiz. Das mágoas, do que fiz com a Marcela. Procuro cumprir minhas promessas. Sem ela, já teria parado de jogar”, declarou.

Em dezembro, falei que se continuasse daquele jeito, se a volta do meu casamento não desse certo, uma das possibilidades era parar, porque sozinho eu não ia conseguir. Eu quase fiquei (em depressão)”, completou.

APOIO DOS AMIGOS

Mediante o momento complicado em sua vida, Thiago Neves contou com a solidariedade dos amigos, entre eles Fred. Após uma conversa, o meia do Sport reatou com sua esposa e voltou a pensar apenas no futebol.

“A minha sorte é que fiz amizades em BH para a vida toda. O Fred e o Felipe foram muito importantes. O momento em que eu fiquei sozinho, eles foram morar na minha casa, me ajudavam, me levavam. Não tinha vontade nem de ir no treino. Ia fazer o que lá, com torcedor querendo me bater? E eles contrataram uma empresa de segurança. Eles foram meus anjos da guarda, e procuro retribuir tudo que fizeram comigo. Fizeram eu conversar de novo com a minha esposa, para gente se acertar, e graças a Deus a gente se acertou”, expressou.

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